5 de set de 2013

Pedalando em Heidelberg, o retorno

Semana passada levei minha bici na oficina, pois precisava de um concerto.
A magrelinha estava há 2 anos sem ser usada, então os pneus estavam tortos, a buzina estava quebrada, enfim a bici, precisava de uma boa revisão.

Deixei a bici na oficina, com um certo receio.
O responsável pela oficina não me deu nenhuma garantia em papel que eu tinha deixado a bicicleta lá. Como ele disse: quando você vier buscar vou lembrar de seu rosto. E foi quase assim.

Ao chegar lá disse:
- Vim buscar minha bicicleta.
- Qual é a sua bicicleta?
Jesus me abana, eu podia escolher qualquer uma das que estavam lá, pois ele não lembrava qual era a minha.
Eu apontei com o dedo para minha magrelinha, e disse: é esta aí.
Ele pegou a bicicleta, tirou da cestinha um papelzinho com o preço, me explicou o que foi feito e disse: agora está tudo ok com a sua bicicleta.

Eu paguei e fui embora pensando...¨essas coisas de confiar em uma pessoa desconhecida só acontece aqui mesmo¨.

Enfim, voltei pedalando para casa feliz da vida. Fazia tanto tempo que não pedalava, e eu gosto tanto...
O verão está acabando, mas acho que ainda dá para aproveitar a bici por mais um tempo.

Ontem e hoje pedalei pelas redondezas do bairro, o dia estava lindo e pedia isso.
Just in case... usei uma cinta para proteger a colostomia.

Agora, ninguém me segura, pedalar é preciso!


1 Comente aqui:

Célia Varela Bezerra disse...

Pedalar é muito bom, mas eu sou cangueira, conehce essa expresão nordestina? Por isso não enfrento a tensão do trânsito. pedalo só em paisagens trânquilas sem disputar espaço com os carros, gente, cachorro...ou seja, pedalo só na linha do horizonte. Abraços, Rô