27 de mai de 2014

Tudo junto e misturado, quem resiste?

Já comi 5 unidades e nem quero olhar o rótulo nutricional que está na caixa dessa tentação em forma de biscoito.
Mas o que tudo junto e misturado tem a ver com este biscoito?
Tudo.
São vários sentimentos:
1- Estou ansiosa
2- Estou fazendo o doutorado
3- Estou pesquisando sobre alimentação escolar
4- Estou estudando o direito humano à alimentação adequada
5- Estou sentimental
6- Estou lutando contra o câncer
7- Estou colostomizada
8- Estou vivendo em um mundo globalizado, o biscoito belga comprado aqui em Heidelberg é apenas um exemplo.

Enfim, preciso misturar ainda mais?

22 de mai de 2014

O vestido perfeito para a quimo

Foi isso que eu ouvi da enfermeira.

Enfermeira em alemão é  Krankenschewester.
Schewester em alemão é irmã, mas também pode ser enfermeira.

A enfermeira disse: esse vestido é lindo e perfeito!

Eu fiquei na maior pavulagem, claro.

O vestido é lindo mesmo.
É fresquinho e propício para o clima primavera-verão também!

O vestido é perfeito porque não precisa puxar muito a roupa para enfiar a agulha no cateter intravenoso, por onde recebo a quimo.

É foi uma boa escolha hoje. O dia estava ensolarado, temperatura entre 25-28 graus.
A escolha certa de hoje foi um mimo perfeito que minha irmã me deu.

Irmãs sabem tudo!

A música da quimo é do Timbalada

Beija-flôr

No tic tic tac
Do meu coração
Renascerá
No tic tic tac
Do meu coração
Renascerá

20 de mai de 2014

Uso biquini e não escondo minha colostomia!

Lindo depoimento da Ana Marcia. Na maior pavulagem e cheia de charme ela venceu o medo e foi a praia ser feliz!

Depois que fiquei ostomizada,tive que me adaptar a uma nova vida. 
Me curei de um câncer de reto, superando muita dor física e emocional. Hoje sou muito grata a minha família que sempre cuidou de mim com muito carinho e por Deus, que atendeu minhas orações. 

Logo que me recuperei, comecei a ajudar ostomizados, com visitas em hospital e nos grupos da internet. Mas não me sentia totalmente tranquila, pois tinha muita dificuldade em lidar de forma natural a minha ostomia. 
Sentia vergonha em me expor, apesar de querer muito. Tive muita dificuldade com isso, porém o desejo de superar e me sentir livre foi mais forte. Afinal, como poderia convencer alguém a ser feliz e viver sem preconceito e se amar ,se eu mesma ainda sentia tudo isso? 

Foi quando resolvi dar um jeito nisso tudo. Mostrar ou não a minha bolsinha?
 Se hoje ela faz parte de mim, tenho que ama-la como outra parte qualquer do meu corpo. Fui para praia com minha família e lá mesmo comprei um biquíni e usei.
Foi maravilhosooooo!!!!!

Me senti livre e agradecida, afinal a ostomia foi a responsável por eu estar viva, curtindo a natureza de Deus, com saúde e ao lado da minha família.
Foi uma experiência muito interessante! Percebia os olhares curiosos das pessoas. Pareciam querer perguntar o que era aquilo preso a minha barriga. Mas isso não me intimidou. 
Percebi que a melhor forma de enfrentar um problema, é ir de encontro a ele. Hoje não tenho mais dificuldade em expor minha ostomia e me sinto feliz e livre também.

Amigos e amigas ostomizados, não tem nada mais prazeroso que quebrar um tabu, seja ele qual for. Posso garantir que a sensação foi muito, muito boa!! Agora o meu trabalho motivacional na ajuda com ostomia, ficou mais natural e muito mais verdadeiro, e o meu lema agora é: "Viver, e não ter a vergonha de ser feliz"...... Beijos a todos.....

Ana Marcia Martin
Ostomizada desde 2009.

17 de mai de 2014

A vida cada vez mais digital e virtual

Faz tempo que venho pensando nisso.
Uma vez, fiz uma viagem e escrevi para várias pessoas que estão na minha rede do facebook que morava na cidade em que eu ia estar e convidei as conhecidas e as desconhecidas para um encontro.

Eu estava super empolgada, porque eu ia encontrar um montão de gente amiga que curte e algumas até facebook.
comenta as coisas que eu escrevo no
Eu lembrava do auge dos encontros de blogueiras e blogueiros. Achava que no facebook ia ser a mesma coisa.
Mas pergunte me quem do facebook foi para o encontro? Só as amigas que eu já conhecia há anos antes da rede virtual. Muitas das conhecidas e desconhecidas , além de não curtir o convite e muito menos comentar, sequer apareceram.

Parece que o lance mesmo é ter um número infinito de amizades para dizer que é popular nas redes sociais, mas na hora de ter um encontro face a face, nã nã ni não.

E como consequência da vida digital, li em um noticiário internacional que uma livraria estava sendo fechada. Tinha ido a falência.
Achei triste.
Em compensação, o número de vendo de livros digitais só aumenta.
E não é só livro, é roupa, sapato, remédio, comida e etc.

Parece que ninguém quer mais contato humano, face a face, olho no olho...
Eu gosto da modernidade, das redes virtuais, mas eu gosto muito de encontrar as pessoas, conversar, experimentar roupas nas lojas, dar dois beijinhos na chegada e na saída, apertar as mãos, abraçar.
Será que tô sendo careta demais?

9 de mai de 2014

Livro e cuca cremosa de mirtilo na quimioterapia

Esta semana tive quimo. 
Não teve música na quimo.
Não tive tempo para escutar, selecionar uma música e postar.
A vida anda agitada e ocupada por aqui.

Levei o livro que tenho há anos e nunca tinha lido e agora estou determinada a ler, do início ao fim.
O livro é O Mundo de Sofia
E para matar a fome, uma nova experiência da minha laboterapia: Cuca cremosa de mirtilo.
Que desde 1012 estava desejando comer uma cuca com frutas vermelhas.
Ficou bom pra caramba!

6 de mai de 2014

Rótulo de bebidas alcoólicas

Primeira vez que vi um desenho de mulher grávida no rótulo de uma bebida alcoólica, especificamente vinho, informando que as grávidas não deveriam tomar o vinho.
Achei bacana, e agora vou prestar mais atenção nos rótulos das bebidas alcoólicas.
Você já tinha visto isso?

2 de mai de 2014

A língua portuguesa na era do FB e outras redes sociais

Estava aqui pensando com meus botões naquela música dos titãs:
A televisão me deixou muito burro, burro demais.
E se a palavra televisão fosse substituída por FB?

Antes de terminar esta leitura, não leve para o lado pessoal.

Assim como a televisão, as redes sociais geram uma quantidade enorme de informação, e é preciso passar a peneira, ter o desconfiômetro ligado para identificar o que é bom ou ruim, verdade/mentira, certo/errado...

Eu gosto da blogosfera, do twitter, do FB e outras redes.
Já consegui informações super úteis para minha tese de doutorado por meio do twitter. É por isso que não me desato desta rede, mas eu confesso que fico pasmem como as pessoas estão modificando o português e isso deve ser muito prejudicial à língua portuguesa e a própria educação.

Veja só algumas pérolas:
As mina pira
Azamigaz  
Phyna
Ryca 
Bapho/Baphão
Me pergunto se as pessoas estão sendo irônicas, ou é uma mistureba de línguas e gírias, ou se é ignorância mesmo?
Ou se a língua portuguesa está em mutação?

Eu mesma escorrego na gramática portuguesa, incluo palavras novas, cometo erros gramaticais, mas não cheguei ao ponto de substituir o I pelo Y. Acho feio.

Uma das coisas que mais gosto atualmente é trocar emails com amigas portuguesas, o português é tão lindo. Especialmente porque algumas delas ainda não foram afetadas pelas redes sociais.

E para finalizar, deixo o vídeo com a música Língua do Caetano Veloso com participação de Elza Soares.