23/10/2014

A tigresa do Caetano na Quimiolândia


Hoje na Quimiolândia, 11º ciclo de quimioterapia semanal!

Tigresa - Caetano Veloso

Uma tigresa de unhas negras e íris cor de mel
Uma mulher, uma beleza que me aconteceu
Esfregando a pele de ouro marrom do seu corpo contra o meu
Me falou que o mal é bom e o bem cruel
Enquanto os pelos dessa deusa tremem ao vento ateu
Ela me conta, sem certeza, tudo o que viveu
Que gostava de política em 1966
E hoje dança no Frenetic Dancing Days
Ela me conta que era atriz e trabalhou no Hair
Com alguns homens foi feliz, com outros foi mulher
Que tem muito ódio no coração, que tem dado muito amor
E espalhado muito prazer e muita dor
Mas ela ao mesmo tempo diz que tudo vai mudar
Porque ela vai ser o que quis, inventando um lugar
Onde a gente e a natureza feliz vivam sempre em comunhão
E a tigresa possa mais do que o leão
As garras da felina me marcaram o coração
Mas as besteiras de menina que ela disse, não
E eu corri pra o violão num lamento, e a manhã nasceu azul
Como é bom poder tocar um instrumento

21/10/2014

Bangladesh, eu fui!

Uma pessoa me escreveu e me pediu informações turísticas sobre Bangladesh.
Estive em Dakar, Bangladesh, em fevereiro de 2013.

Como sempre, antes de viajar, procurei informações sobre Dakar. Mas eu tive dificuldades em encontrar informações turísticas sobre a capital de Bangladesh.

Havia algumas fotos das ruas, dos riquixás, das comidas e muito pouco dos lugares para visitar.
Ao chegar lá, não vi diferença entre o que vi na internet, sob o olhar dos outros, e o que eu vi com meus próprios olhos.

Dakar é uma cidade grande. Para uma brasileira que mora em Heidelberg há 7 anos, achei um pouco caótica.
Não conseguia entender o transporte público, e nem o privado, que era os táxis ou moto táxis. Os riquixás eu até que entendi um pouco, mas se eles de repente parassem e me deixasse em qualquer parte da cidade, eu ficaria apavorada.

No mesmo dia que chegamos, visitamos a feira do livro de Dakar. Foi legal. Flavio foi entrevistado como um turista na feira.

No dia seguinte, participamos de um manifestação pelo dia da língua mãe. Era um desfile escolar, e
também da sociedade civil. Achei bonito. O colorido das roupas e bandeiras davam vida e alegria aquelas pessoas que estavam ali.
Algumas eram magrinhas, outras portadoras de necessidades especiais, algumas famintas...
No período da tarde passeamos a beira do rio, que por sinal era poluído. Atravessamos de canoa de um lado para outro, e eu fiquei com medo da canoa virá...mas não virou.

Nos outros dias ficamos em reuniões e no evento sobre o direito humanos à alimentação em Bangladesh.

Uma coisa me chamou a atenção lá...a comida de rua.
Manga, goiaba, e cenoura eram consumidas verdes, salpicadas com um molho apimentado e enroladas em um cone feito de jornal ou papel de revista. Muita gente comia, e eu confesso, fiquei com vontade também. Mas higiene não muito confiável aliada a minha sensibilidade a pimenta me impediram de tal ato gastronômico.

Outra comida de rua que me apetecia era um pão feito na hora em uma enorme chapa. Esse eu comi, mas foi dentro de uma lanchonete.


Eu acho interessante conhecer outras culturas, visitar outros países, provar novos sabores. Se eu estivesse bem de saúde, eu iria novamente a Bangladesh.




Esse potinho é arroz doce. Um dos melhores que já comi.

Bangladesh, eu já fui e foi uma experiência interessante.


09/10/2014

Belém, Círio de Nazaré, e Leila Pinheiro na Quimiolândia

Há muito que aqui no meu peito 
Murmuram saudades azuis do teu céu 
Respingos de orvalho me acordam 
Luando telhados que a chuva cantou 
Mas o que é que tens feito 
Que estás tão faceira 
Mais jovem que os jovens irmãos que deixei 
Mais sábia que toda a ciência da terra 
Mais bela, mais dona, do amor que te dei

Onde anda meu povo, meu rio, meu peixe 
Meu sol, minha rede, meu tamba-tajá 
A sesta, o sossego na tarde descalça 
O sono suado do amor que se dá 
E o orvalho invisível na flor se embrulhando 
Com medo das asas do galo cantando 
Um novo dia vai anunciando 
Mandando e cantando cantigas de lá

Vós sois o lírio mimoso 
Do mais suave perfume 
Que ao lado do santo esposo 
A castidade resume 
Oh, Virgem Mãe amorosa 
Fonte de amor e de fé 
Dai-nos a benção bondosa 
Senhora de Nazaré 
Dai-nos a benção bondosa 
Senhora de Nazaré

Se em vossos lábios divinos 
Um doce riso desponta 
Nos esplendores dos hinos 
Nossa alma aos céus se remonta 
Oh, Virgem Mãe amorosa 
Fonte de amor e de fé 
Dai-nos a benção bondosa 
Senhora de Nazaré 
Dai-nos a benção bondosa 
Senhora de Nazaré

Sem círio da Virgem 
Sem cheiro cheiroso 
Sem a chuva das duas que não pode faltar 
Murmuro saudades de noite abanando 
Teu leque de estrelas 
Belém do Pará

08/10/2014

Pela demarcação da terras dos Guarani Kaiowá - um apelo

Em setembro, recebemos em nossa casa o Cacique Eliseu.
Ele estava aqui na Europa falando da realidade dos Guaranis Kaiowá no Brasil e pedindo apoio internacional para que o governo brasileiro demarque suas terras.

Eu gostaria que as pessoas que lêem minha pavulagem também entendesse a questão dos Guaranis, então aproveitei e fiz uma entrevista  curta com o Cacique Eliseu.

- é a primeira vez que eu vim para a Europa, e estou gostando muito, porque vim trazer a nossa realidade, a nossa vivência lá do Brasil.
Nós estamos [aqui na Europa] há mais de uma semana.

O objetivo da visita é trazer a realidade dos Guarani Kaiowá, principalmente dos que moram na fronteira do Paraguai-Brasil. Há falta de terra, muita violência, número de mortes muito alto, tem a questão da alimentação insuficiente para o sustento e principalmente por falta de espaço,  de terra .... e também viemos pedir apoio internacionalmente para que se pressionasse o governo para demarcar nossas terras.

O nosso problema, a nossa luta é a falta de terra, falta espaço para 40.000 guarani kaiowás.
Já fomos até Genebra, Bélgica e vamos para Roma também.

Conversamos com várias pessoas, inclusive com a relatora dos direitos humanos para a questão indígena da ONU. Ela se comprometeu a fazer uma visita ao Mato Grosso do Sul.
Para nós isso é muito bom.
Queremos que as pessoas, essas autoridades vejam nossa realidade.

Eu sou de Curuçuambá, no Mato Grosso do Sul.
Fomos atacados várias vezes por pistoleiros. Mataram uma senhora de idade (73 anos), é uma forma de intimidar as pessoas. Já mataram várias lideranças nossas.

Eu estou sendo ameaçado de morte também. Porque eu estou denunciando, mostrando a realidade... Mas eu não me calo. Eu não tenho mais medo, muitas lideranças já passaram por isso, já derramaram sangue por lutar por um pedaço de terra..e o mesmo caminho estou levando.
Eu não consigo mais ficar em um só lugar, eu tenho que ficar mudando sempre. Eu fico como preso, escondido para não ser morto. Eu sou livre, mas eu vivo preso.

Por isso meu objetivo é mostrar esta realidade. Nós somos muito massacrados, os guaranis estão sofrendo muito de violência por reinvidicarem nossos direitos. A impunidade é muito grande.
Muitas lideranças estão denunciando, nós temos um movimento: o “atu guassu”.

Nós, Guarani, estamos decididos, se o governo não demarcar a terra, nós vamos ocupar a terra.
Estamos levando a nossa vida em perigo pela nossa sobrevivência.

A terra para nós é muito importante, é uma mãe, da terra nós produzimos, é da terra que alimenta a nossa cultura, nossa vida, nosso modo de vida indígena. Isso para nós é a vida.

Mato Grosso do Sul, está devastado, os rios estão secando, existe muita fome.Os guarani estão dependendo de cesta básica, mas não dura nem 15 dias. Muitas vezes nos é levado produtos vencidos.
Muitas lideranças, e crianças vivem na beira da estrada, mais de 3.000 indígenas estão morando na beira da estrada, em acampamento... somos muito ameaçados, não sabemos o dia e a hora que vamos ser atacados.
Mas enfrentamos e resistimos.
Tem muitas violações e desrespeito aos direitos humanos.

Um recado:
Eu gostaria de deixar meu agradecimento a todos que vão conhecer a nossa realidade. Estou pedindo apoio para que nos ajudem e divulguem a nossa realidade.  Temos experiência internacionalmente através do Facebook, de cartas que pressionam o governo brasileiro pela demarcação das terras.

Por isso peço esse apoio: divulgue a nossa realidade.

A quem interessar possa... uma outra reportagem sobre a visita do Cacique Eliseu na ONU.

Mato Grosso do Sul: onde um boi vale mais que uma criança indígena

http://www.mst.org.br/node/16582

06/10/2014

Entrevista para o Instituto Oncoguia

Dei uma entrevista para o Instituto Oncoguia, um site muito útil para quem tem câncer e para a família e amig@s de quem tem câncer.

Instituto Oncoguia - Você poderia se apresentar?

Roseane Viana - Meu nome é Roseane Viana, tenho 43 anos, moro em Heidelberg, Alemanha. Eu gosto de estudar, trabalhar, ir ao cinema, viajar, conhecer novos lugares, pessoas e comidas. Gosto de experimentar novidades e comidas. Gosto de fazer fotos de comida também.

Instituto Oncoguia - Qual seu tipo de câncer ?

Roseane Viana - Tenho câncer de ovário.

Instituto Oncoguia - Como foi que você descobriu que estava com câncer?

Roseane Viana - Fui em uma consulta de rotina na ginecologista. Eu costumava ir 2 vezes ao ano para controle da displasia mamária que tenho.

Leia a entrevista na íntegra aqui:
http://www.oncoguia.org.br/mobile/conteudo/cancer-de-ovario-roseane-viana/6471/304/

01/10/2014

Os Beatles na Quimiolândia

I Want To Hold Your Hand - The Beatles



Oh yeah, I'll tell you something
I think you'll understand
When I say that something
I wanna hold your hand

I wanna hold your hand
I wanna hold your hand

Oh, please! Say to me
You'll let me be your man
And, please! Say to me
You'll let me hold your hand

Now let me hold your hand
I wanna hold your hand

And when I touch you I feel happy inside
It's such a feeling that my love
I can't hide, I can't hide, I can't hide

Yeah, you got that something
I think you'll understand
When I say that something
I wanna hold your hand

I wanna hold your hand
I wanna hold your hand

29/09/2014

Nomes comerciais

Um bar chamado Picota, em Aveiro, Portugal.
Um café, chamado Pippifax, em Dislberg, Alemanha.

Um café chamado Basta, em Heidelberg, Alemanha
Este café fechou há alguns anos.
Café Sisi, Budapeste,Hungria.
Uma loja de Chapéu com o nome Rita, em Bad Krozingen, Alemanha.
E eu lembrei da minha prima.
Uma contribuição que vem do Brasil, mas a Doceria Piriquita fica em Sintra, Portugal.