10 de dez de 2014

Mimos natalinos

Que bom que mesmo em tempo de internet e comunicação rápida, ainda existem pessoas que mandam cartão de natal via correio. Esta semana recebemos dois, um da Suécia e outro de Portugal.

Esse da Suécia veio com anjos e bombons de chocolates.

E o de Portugal veio no capricho com desenhos feito por uma linda portuguesinha que eu amo como uma sobrinha.

E da farmácia onde sempre compramos remédios, ganhei esse porta vela de papel. Que por sinal acendi uma vela e fiquei espiando para ver se o papel ia pegar fogo.

2 de dez de 2014

Dezembro, então é natal

Chegou dezembro, chegou natal.
As ruas já estão mais iluminadas, com luzes e desenhos natalinos.

O mercado de natal, aqui em Heidelberg, é o passeio inevitável, seja para tomar um vinho quente, comer, comprar um artesanato ou apenas passear.

Aqui em casa, a decoração é tímida. Acho lindo e admiro quem gosta de arrumar a casa para o natal, mas eu morro de preguiça.

Hoje decidi tirar os panos e porta-vela do armário. 
Tudo é pequenino, a árvore, o presépio, as velas... Gosto assim.
Agora está faltando as velas do advento. Cismei que quero ter na minha decoração essas velas. 
Assim que melhorar da gripe, vou comprar. Espero que ainda tenha para vender, pois o primeiro domingo do advento já passou.
 

16 de nov de 2014

Dia nacional da pessoa ostomizada

Eu precisava escrever mais sobre ostomias, mas ando sem tempo.
Mas já escrevi alguns post, querendo ler é só clicar em cima:
A colostomia e as roupas
Colostomia, um novo caminho
Eu tenho uma colostomia

31 de out de 2014

Cecília Meireles na Quimiolândia hoje!

Motivo - Cecília Meireles

Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.

Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.

Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
— não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.

Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
— mais nada.

23 de out de 2014

A tigresa do Caetano na Quimiolândia


Hoje na Quimiolândia, 11º ciclo de quimioterapia semanal!

Tigresa - Caetano Veloso

Uma tigresa de unhas negras e íris cor de mel
Uma mulher, uma beleza que me aconteceu
Esfregando a pele de ouro marrom do seu corpo contra o meu
Me falou que o mal é bom e o bem cruel
Enquanto os pelos dessa deusa tremem ao vento ateu
Ela me conta, sem certeza, tudo o que viveu
Que gostava de política em 1966
E hoje dança no Frenetic Dancing Days
Ela me conta que era atriz e trabalhou no Hair
Com alguns homens foi feliz, com outros foi mulher
Que tem muito ódio no coração, que tem dado muito amor
E espalhado muito prazer e muita dor
Mas ela ao mesmo tempo diz que tudo vai mudar
Porque ela vai ser o que quis, inventando um lugar
Onde a gente e a natureza feliz vivam sempre em comunhão
E a tigresa possa mais do que o leão
As garras da felina me marcaram o coração
Mas as besteiras de menina que ela disse, não
E eu corri pra o violão num lamento, e a manhã nasceu azul
Como é bom poder tocar um instrumento

21 de out de 2014

Bangladesh, eu fui!

Uma pessoa me escreveu e me pediu informações turísticas sobre Bangladesh.
Estive em Dakar, Bangladesh, em fevereiro de 2013.

Como sempre, antes de viajar, procurei informações sobre Dakar. Mas eu tive dificuldades em encontrar informações turísticas sobre a capital de Bangladesh.

Havia algumas fotos das ruas, dos riquixás, das comidas e muito pouco dos lugares para visitar.
Ao chegar lá, não vi diferença entre o que vi na internet, sob o olhar dos outros, e o que eu vi com meus próprios olhos.

Dakar é uma cidade grande. Para uma brasileira que mora em Heidelberg há 7 anos, achei um pouco caótica.
Não conseguia entender o transporte público, e nem o privado, que era os táxis ou moto táxis. Os riquixás eu até que entendi um pouco, mas se eles de repente parassem e me deixasse em qualquer parte da cidade, eu ficaria apavorada.

No mesmo dia que chegamos, visitamos a feira do livro de Dakar. Foi legal. Flavio foi entrevistado como um turista na feira.

No dia seguinte, participamos de um manifestação pelo dia da língua mãe. Era um desfile escolar, e
também da sociedade civil. Achei bonito. O colorido das roupas e bandeiras davam vida e alegria aquelas pessoas que estavam ali.
Algumas eram magrinhas, outras portadoras de necessidades especiais, algumas famintas...
No período da tarde passeamos a beira do rio, que por sinal era poluído. Atravessamos de canoa de um lado para outro, e eu fiquei com medo da canoa virá...mas não virou.

Nos outros dias ficamos em reuniões e no evento sobre o direito humanos à alimentação em Bangladesh.

Uma coisa me chamou a atenção lá...a comida de rua.
Manga, goiaba, e cenoura eram consumidas verdes, salpicadas com um molho apimentado e enroladas em um cone feito de jornal ou papel de revista. Muita gente comia, e eu confesso, fiquei com vontade também. Mas higiene não muito confiável aliada a minha sensibilidade a pimenta me impediram de tal ato gastronômico.

Outra comida de rua que me apetecia era um pão feito na hora em uma enorme chapa. Esse eu comi, mas foi dentro de uma lanchonete.


Eu acho interessante conhecer outras culturas, visitar outros países, provar novos sabores. Se eu estivesse bem de saúde, eu iria novamente a Bangladesh.




Esse potinho é arroz doce. Um dos melhores que já comi.

Bangladesh, eu já fui e foi uma experiência interessante.


9 de out de 2014

Belém, Círio de Nazaré, e Leila Pinheiro na Quimiolândia

Há muito que aqui no meu peito 
Murmuram saudades azuis do teu céu 
Respingos de orvalho me acordam 
Luando telhados que a chuva cantou 
Mas o que é que tens feito 
Que estás tão faceira 
Mais jovem que os jovens irmãos que deixei 
Mais sábia que toda a ciência da terra 
Mais bela, mais dona, do amor que te dei

Onde anda meu povo, meu rio, meu peixe 
Meu sol, minha rede, meu tamba-tajá 
A sesta, o sossego na tarde descalça 
O sono suado do amor que se dá 
E o orvalho invisível na flor se embrulhando 
Com medo das asas do galo cantando 
Um novo dia vai anunciando 
Mandando e cantando cantigas de lá

Vós sois o lírio mimoso 
Do mais suave perfume 
Que ao lado do santo esposo 
A castidade resume 
Oh, Virgem Mãe amorosa 
Fonte de amor e de fé 
Dai-nos a benção bondosa 
Senhora de Nazaré 
Dai-nos a benção bondosa 
Senhora de Nazaré

Se em vossos lábios divinos 
Um doce riso desponta 
Nos esplendores dos hinos 
Nossa alma aos céus se remonta 
Oh, Virgem Mãe amorosa 
Fonte de amor e de fé 
Dai-nos a benção bondosa 
Senhora de Nazaré 
Dai-nos a benção bondosa 
Senhora de Nazaré

Sem círio da Virgem 
Sem cheiro cheiroso 
Sem a chuva das duas que não pode faltar 
Murmuro saudades de noite abanando 
Teu leque de estrelas 
Belém do Pará