8 de jun de 2013

A grave situação dos nossos parentes indígenas

A situação dos povos indígenas no Brasil é grave. O conflito de terra, homicídios, desnutrição, violência, falta de acesso aos serviços básicos, são violações de direitos humanos que indígenas vem sofrendo a séculos.

Eu fiz um resumo do  último relatório do Conselho Indígena Missionário -CIMI, de 2011, em que fala sobre algumas dessas violações só para divulgar aqui alguns desses resultados:
A desassistência na área da saúde atinge mais de 35.000 pessoas, distribuídas por 15 Estados Brasileiros, sendo os casos mais graves localizados no Amazonas, particularmente no Vale do Javari.

A taxa de homicídios de 100 por 100 mil pessoas, maior que a do Iraque, e quatro vezes maior do que a taxa nacional, o povo Guarani e Kaiowá, do Mato Grosso do Sul, enfrenta uma verdadeira guerra contra o agronegócio.

O registro de 51 assassinatos de indígenas em 2011, mais uma vez, mostra que 62,7%, ou seja, 32 vítimas pertencem aos povos que habitam o Mato Grosso do Sul. Se somarmos os 32 assassinatos com 27 tentativas de assassinatos são 59 casos de morte e quase morte que atingiram indivíduos, de acordo com os registros deste relatório.

Em 2011, aumentou o número de casos e de vítimas envolvendo violência sexual. Foram registrados 17 casos de violência sexual, com 39 vítimas, todas do sexo feminino. 12 casos envolveram menores de idade.

Em 2011, subiu o número de crianças menores de 5 anos, mortas por causas facilmente tratáveis. Tivemos 126 vítimas.

Fonte: Relatório Violência contra os povos indígenas no Brasil - Dados de 2011. 

Outro relatório, desta vez governamental, pois é da Fundação Osvaldo Cruz, FIOCRUZ, 2009, mostra resultados de saúde e nutrição que me deixam com o estômago embrulhado. Vejam alguns desses resultados:

As mulheres indígenas que vivem na Região Norte são as que tem menos nível de escolaridade e maior quantidade de filhos.

Na Região Centro-Oeste e Sul/Sudeste, a hipertensão arterial já atinge 15% das indígenas, e o sobrepeso e obesidade chegam a mais de 50%.

E pasme, 1 em cada 4 crianças indígenas, tem déficit de altura, ou seja, desnutrição crônica.
A Região Norte é a que tem mais crianças com desnutrição crônica.

Para saber mais detalhes é só ler o ¨Inquérito de Saúde e Nutrição dos Povos Indígenas, da FIOCRUZ, 2009.

Eu acho isso revoltante, e você?

3 Comente aqui:

Anônimo disse...

Revoltante demais, Ro!

Vergonhoso!

Triste...

Beijos, Claudia


Anônimo disse...

Inaceitavel!
Temos que mudar isso e muito rapido.
Valeu a denuncia Ro!
bjs
Andrea

Carla disse...

Vergonhoso e assutador estes dados! Descaso, falta de interesse político?