6 de out de 2007

Sobre minha casa

O prédio onde moro é pequeno, poucos moradores, são 4 apartamentos, tudo bem calmo e familiar.
O nosso apartamento é pequeno, mas no tamanho certo para três pessoas.

A primeira vez que vim conhecer o apartamento gostei de cara. A vista para a montanha me encantou, além da cozinha ser toda equipada.

Foram duas semanas de negociação. A princípio o dono não queria alugar pra gente por causa do meu enteado. Estava com receio de que ele fosse muito barulhento e ainda achava o ap pequeno para 3 pessoas.
Finalmente ele decidiu alugar e coincidentemente nossa mudança tinha chegado e ia ficar em um depósito. Ficou só um dia. Mudamos para o apartamento junto com a mudança.

Nossa mudança foi paga pelo trabalho do meu marido, por isso trouxemos o que podemos.
Metade das coisas foram doadas e vendidas.
Na hora de desmontar o apartamento fui muito prática, comecei a oferecer as coisas para venda e escolher o que seria bom ficarmos.

Flavio não abria mão da mesa de centro e da cristaleira, pois a mãe dele tinha feito o desenho e ele quer guardar até morrer.

Nosso apartamento era bem grande, três quartos, duas salas, escritório, cozinha e dependência de empregada. Então a gente tinha muita coisa e tudo muito grande.
A mesa de jantar eu cortei ao meio e vendi (era de 8 lugares). O sofá de três lugares, mesa de escritório e panelões, eu doei.
Foi a coisa mais certa que fiz. Esse apartamento é menor e não iria caber tudo.
Nós ainda temos no porão dois racker e uma máquina de lavar roupa imensa que não temos onde colocar.

Aqui só compramos as estantes, uma cômoda, uma mesa para computador e dois guarda-roupas. A cozinha já estava montada, se não teríamos que comprar pelo menos fogão e geladeira.

A maioria dos enfeites foram presentes e lembranças de nossas andanças pelo Brasil e pelo mundo.
Eu não pensei em trazer tudo para lembrar o Brasil, foi mais o lado prático, econômico e afetivo com as coisas materiais.
Arrumar tudo deu muito trabalho e muito choro, mas depois ficou tudo bonitinho, nos sentimos mais em casa e eu gostei do resultado.

Hoje, digo que chegou a hora de fazermos um exercício de desapego das coisas, pois se hoje estamos aqui, em Heidelberg, amanhã já não sei, então o melhor é não se apegar a bens materiais, por mais lembranças lindas que eles nos trazem.

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