2 de mai de 2014

A língua portuguesa na era do FB e outras redes sociais

Estava aqui pensando com meus botões naquela música dos titãs:
A televisão me deixou muito burro, burro demais.
E se a palavra televisão fosse substituída por FB?

Antes de terminar esta leitura, não leve para o lado pessoal.

Assim como a televisão, as redes sociais geram uma quantidade enorme de informação, e é preciso passar a peneira, ter o desconfiômetro ligado para identificar o que é bom ou ruim, verdade/mentira, certo/errado...

Eu gosto da blogosfera, do twitter, do FB e outras redes.
Já consegui informações super úteis para minha tese de doutorado por meio do twitter. É por isso que não me desato desta rede, mas eu confesso que fico pasmem como as pessoas estão modificando o português e isso deve ser muito prejudicial à língua portuguesa e a própria educação.

Veja só algumas pérolas:
As mina pira
Azamigaz  
Phyna
Ryca 
Bapho/Baphão
Me pergunto se as pessoas estão sendo irônicas, ou é uma mistureba de línguas e gírias, ou se é ignorância mesmo?
Ou se a língua portuguesa está em mutação?

Eu mesma escorrego na gramática portuguesa, incluo palavras novas, cometo erros gramaticais, mas não cheguei ao ponto de substituir o I pelo Y. Acho feio.

Uma das coisas que mais gosto atualmente é trocar emails com amigas portuguesas, o português é tão lindo. Especialmente porque algumas delas ainda não foram afetadas pelas redes sociais.

E para finalizar, deixo o vídeo com a música Língua do Caetano Veloso com participação de Elza Soares.

3 Comente aqui:

Raquel Ramos disse...

RO, este é sempre um tema que levanto com meus meus filhos e amigos, no sentido de preservar nossa lingua. O uso em demasia da gíria, levará ao seu fim.

Luma Rosa disse...

Oi, Roseane!
Muito estranho para nós que mesmo com alguns deslizes procuramos usar a língua portuguesa corretamente. Às vezes penso que toda essa rebeldia com a língua foi gerada após o acordo ortográfico. Quebraram a evolução natural da língua e já que fizeram isso sem uma consulta popular, o povo está se manifestando contrário às normas. Então, falamos como bem queremos, pois a boca é nossa?
Comentei no post da Raquel e deixei o link do Professor Evanildo Bechara, que tem uma visão particular sobre o assunto.
Beijus,

Camila disse...

Oi, Rô!
Rhyca, Phyna, Azamiga - isso é tudo em tom de brincadeira/ironia.
;-)