24 de jan de 2010

Budapeste

A viagem de Viena para Budapeste foi longa, ainda por cima o trem atrasou, mas dessa vez não teve vagão pegando fogo par anos assustar. Afe!
Chegamos um pouco tarde em Budapeste. O chão estava molhado, acho que o gelo tinha derretido ou tinha chovido. A cidade me pareceu triste, sombria, estranha, sei lá...
A entrada do hostel também não foi tão acolhedora. Flavio e eu ficamos em um quarto enorme e sem banheiro, Jonas em outro quarto sozinho.
Foi meio estranho, pensamos em procurar um hotel melhor no outro dia, pois já era quase meia noite e nós estávamos hiper cansados, além do mais a moça do hostel tinha sido super simpática com a gente.
Quando clareou o dia, já estávamos refeitos da viagem e algumas coisas pareceram melhores, o café não foi muito bom, mas decidimos ficar por lá mesmo.
Iniciamos o dia andando, fomos até a rua do comércio para retirar dinheiro, pois em Budapeste ainda não aceitam euro. Aproveitamos para entrar nas lojas de souvenirs...tomei um baita susto. Tudo era muito caro, como em Viena.
Já estávamos pensando onde poderíamos almoçar, quando fomos abordados por 2 rapazes oferecendo um pacote turístico, que incluia um passeio de ônibus e um de barco. O preço estava razoável, estava chuviscando, não tivemos dúvida, aceitamos. Foi uma ótima decisão.
Valeu a pena conhecer, mesmo que superficialmente, os principais lugares turísticos de Budapeste, assim pudemos escolher a dedo quais lugares visitaríamos nodia seguinte a pé, já só teríamos mai 1 dias lá.
Esse passeio de ônibus nos deu a dimensão do tamanho da cidade, que é enorme.
Começamos o passeio de ônibus na antiga Peste, o que durou um pouco mais de 1 hora, depois atravessamos a ponte e fomos para Buda, que fica mais afastado.
Budapeste é a junção das duas cidades, Buda e Peste. Dizem que culturalmente as pessoas são bem diferentes.
Durante os dois dias em que estivemos em Budapeste, estava frio e chovendo o tempo todo, mas passeamos bastante. Visitamos dois castelos (um em Buda e o outro em Peste), a catedral, 2 museus: de arte, e da cultura e do comércio; E a Casa do Terror (sobre a segunda guerra e o pós segunda guerra).
Budapeste é enorme, algumas vezes tivemos que pegar metrô para chegarmos mais rápido aos lugares ou porque estava chovendo.
Comparando os países que já visitei na Europa, Budapeste nem parece um país europeu. Não é tão bem cuidada, as ruas são sujas e os prédios em lugares turísticos mal conservados. Devido as chuvas escorria um material  verde das estátuas (cobre?), tirando toda a beleza :(
Talvez tenha alguma razão para isso.

Como nem tudo são espinhos...e existem o perfume e a beleza das rosas...
As pessoas nas ruas eram muito simpáticas, pelo menos com a gente. Algumas vezes nos ofereceram ajuda em inglês quando perceberam que estávamos perdidos ou apontavam com o dedo, se não falavam inglês, para onde devíamos ir.
Também existem lugares muito bonitos, como a cidatela, os museus, o parlamento, os castelos, a casa de banho com águas termais, etc...
E por incrível que pareça a melhor comida que experimentei (com exceção do capuccino de Viena) foi em Budapeste.
Em compensação, o pior serviço. A garçonete me serviu um peito de frango, mas não me deu talheres, ainda fez cara feia quando pedimos, pois ela só deu para uma pessoa, pode? Foi uma pena, pois esse lugar era super agradável, bem alternativo e com preços legais.
Outro lugar bom e com boa comida foi em um café ao lado do Museu de Arte, comi o melhor pão de queijo do mundo, chama-se Sajtos Pogácsa, e vai ficar na minha memória para sempre, um sabor inesquecível.
Estou procurando a receita desesperadamente do Sajtos Pogácsa se alguém souber, por favor não se acanhe e me diga.
Essas foram minhas impressões de Budapeste, talvez se a viagem fosse no verão tudo seria diferente, quem sabe?
Temos o livro Budapeste, de Chico Buarque aqui em casa, mas eu nunca li, agora me deu vontade de ler. Alguém já leu?

As fotos da viagem estão aqui.

Website do hostel: www.ginkgo.hu

12 Comente aqui:

Mary disse...

Tô adorando seu blog, essas últimas viagens suas são exatamente o que pretendo fazer em out/2010. Bjs e divirta-se!

Eu, sem clone disse...

Passando para desejar uma otima semana. Estou adorando ler sobre tuas viagens e recolhendo as dicas que sao muito valiosas. bjs

zany disse...

Ro, você teve curiosidade pra saber a origem do nome Budapeste? Será que tem alguma coisa a ver com alguma peste acontecida por lá? Se souber conte aqui tá. Tá muito bacana o seu relato de viagem. Daqui a pouco já dá um livro heim!? Bjs!!

milton toshiba disse...

Não imaginava que o nome da cidade era a união de duas cidades, ainda mais se chamando Peste.
Divirtam-se
bjs boa semana

Tati Campêlo disse...

Estou divulgando meu novo blog
www.gastronomiaefotografia.blogspot.com
Se possível de uma passada lá!

Atenciosamente
Tati

Celia disse...

Que férias boas e mais merecidas nao??? Estou adorando ler seus relatos dos lugares q vc esta passando. Muito legal mesmo Rozinha. aproveitem. Bjao.

Jannine disse...

Não só li Budapeste como recomendo querida! Amei, tenho muita vontade de conhecer Budapeste. Um cheiro.

Alcilene Cavalcante disse...

Amo ler essas coisas aqui.

Luma Rosa disse...

Ro, procurei pela receita mas existem muitas variações, basicamente é usado o queijo trapista, se tiver facilidade, porque acho que é o queijo que faz o gosto ficar diferente.
Que coisa! Comida boa e atendimento ruim, um talher para dois! Parece piada! :lol:
Pecado a falta de manutenção! Daqui uns tempos tudo pode perecer!
Gostou de Praga? Tenho amigos por lá (brasileiros) e eles adoram!!
Beijus,

ce80 disse...

Oi Rô:-) fizemos por coincidência quase o mesmo percurso de fim de ano...tb saí pra conhecer Budapeste, Viena e Praga, saindo de aviäo daqui de Colonia e voltando de aviao...ainda vou atualizar no meu blog as fotos e comentários, passei pra dizer que adorei a sua aventura nesses lugares que säo lindos realmente...e a nevasca pelo jeito foi a mesma:-)
Bjs Cele.

disse...

Fotos linda minha linda.
Eu também não conhecia esse livro, mas vou comprar com certeza.
O blog tá ficando lindão viu?
A falta de talher é uma pegadinha né? Que é isso aí se fosse por aqui!!!
Beijos muitos beijos!

Carla disse...

Olá Roseane !!
Cheguei aqui através da dica da Luma, muito legal ler opiniões diferentes a respeito do mesmo lugar, também estive em Budapeste e deixei minhas impressões no meu blog www.silenciandocompalavras.blogspot.com da uma passadinha lá.
Li suas publicações sobre a Alemanha e fiquei muito feliz de ver uma brasileira por ai, estive em Berlin, uma cidade muito emblemática e que desde criança me metia medo e depois curiosidade. Parabéns !! Bjs !!