23 de nov de 2007

Weimar

Fui participar de um evento sobre o Brasil. Foi promovido pelo KOBRA, que significa cooperação Brasil-Alemanha. É formado por várias instituições que apoiam o Brasil, amig@s e simpatizantes.

A viagem para Weimar foi uma loucura. Como tinha falado anteriormente, os trens não estavam funcionando normalmente, devido a greve dos funcionários.

Por conta disso, nós saímos às 9 hs da manhã daqui de casa e chegamos em Weimar 16:15 hs. Acho que normalmente essa viagem dura em torno de 3 horas.

Nós mudamos três vezes de trem. O frio nas estações estavam de lascar. E ainda por cima paramos várias vezes. A cada cidade o trem ficava cada vez mais cheio. As pessoas vinham e iam para vários lugares e tinham que aproveitar o trem que estávamos. Cada vez que a gente descia nas estações para trocar de trem era a maior correria para encontrar o portão de saída e o trem que passaria por Weimar.

A paisagem estava linda, em alguns lugares cheio de neve.

Chegando em Weimar, deparei com a sola do meu sapato solta, grudada apenas pelo salto no calcanhar. E eu não tinha levado outro sapato.

Como fomos um dos primeiros a chegar no albergue (lugar de hospedagens d@s participantes), ninguém tinha cola. Mas para minha sorte havia um shopping lá perto.

Deixamos nossas coisas no quarto e fomos ao shopping. Nós esquecemos de como era a palavra cola em alemão e no inicio foi difícil encontrar. Eu sempre levantava a perna e mostrava a sola do sapato. Perguntava se eles tinham um fix, as vendedoras me olhavam com uma cara de reprovação, não sei porque, e balançavam a cabeça dizendo que não.

Teve uma que ficou braba comigo. Perguntou se eu tinha o comprado o sapato na loja, eu falei que não e aí ela falou um monte de coisa, parecia que estava brigando comigo.

Já estava disposta a comprar um sapato novo, quando finalmente encontramos a bendita cola em uma loja que vendia coisas por 0,99, 1,99, 2,99 euros.

Voltamos a tempo de pegar o jantar no albergue. Flavio encontrou com um amigo de longa data que está morando aqui na Alemanha.

Depois do jantar, a administradora do albergue explicou o funcionamento do local, os horários e etc. Tudo em alemão, com tradução simultânea em português. E eu entendi um pouco o alemão.

Depois disso todos foram para o centro de convenções próximo do alguergue. E o evento começava.

Foram três dias de trabalho, palestras, debates, propostas e diversão. No sábado teve uma rápida excursão pela cidade e a noite, assistimos um filme sobre a posse de terra de uma comunidade do MST.

Após o filme, teve música, dança e caipirinha. Eu e Flavio desenferrujamos as cadeiras. As músicas não eram as mais atuais, mas foi bem divertido.

Eu gostei muito de ter participado do evento. Me senti viva, ativa e feliz por contribuir a partir da minha experiência no Brasil aqui.

Voltei cheia de planos e sonhos para 2008.



Eu e o parente Almir, morrendo de frio depois da excursão pelo centro de Weimar.

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