22 de ago. de 2013

Braga e Guimarães

Decidimos visitar duas cidades em um dia, e ainda encontrar uma blogueira portuguesa super querida. 
Só para constar: de Aveiro para Braga, se as conexões derem certo, pois temos que fazer baldeação em Porto, são duas horas de trem. De Braga à Guimarães, 10-15 minutos de carro. De Guimarães para Aveiro, 2 horas de trem com baldeação em Porto.

Braga é uma cidade pequena, conhecida como cidade dos bispos (não precisa explicar não é mesmo?), e tem origem celta. Nossos amigos indicaram alguns lugares para visitar em 3 horas e meia. Das indicações não conseguimos visitar todas, o tempo foi curto, mas deu para aproveitar algumas coisas.

 Chegamos de trem, e fomos caminhando em direção ao centro da cidade. Chegamos no Jardim de Santa Bárbara ou das Mães. Neste local, os arcos de pedra e o colorido das flores deixavam esse jardim lindo.  E o casal apaixonado e despudorado, o que acham?

Caminhamos até o centro de informações para pegarmos o mapa, e descubro que em vários pontos de Braga existem wifi de graça, isso não é maravilhoso?

Paramos no Largo da Arcada. Lá está o Café Vianna, onde comi o melhor Pastel de Nata.
Decidimos andar pela cidade e não ir até no Bom Jesus de Braga. Lá parecia ser muito interessante, teríamos uma visão da cidade. 

Visitamos algumas igrejas, que tinha o interior decorados  em azulejos que contrastavan com o dourado, a madeira e as peças barrocas, garantindo um visual impressionante. 
A Catedral de Braga, é o que há...uma igreja medieval, feita de pedras com peças valiosas. No interior não é possível, inclusive há seguranças.

Depois visitamos a Fonte do Ídolo. É um santuário rupreste, tem duas salas, um em cima (que fica logo na entrada) e outra embaixo. Na sala de cima há um computador que contaa história da rota romana em Portugal, dos acampamentos, fontes, e etc. Na sala debaixo podemos ver as pedras, com dois desenhos indicando  que fonte é de origem romana. Durante uns 10 ou 15 minutos , é passado um vídeo que conta a história da fonte.

 O tempo em Braga estava se esgotando, pois queríamos fazer duas coisas, encontrar umapessoa que eu só conhecia na blogosferae ir à Guimarães.

Fernanda do blog: Mãee muito mais,nos pegou em Braga e delá fomos até a casa dela para comermos um delicioso bacalhau com natas, e conhecer a família também. A casa dela fica em uma vila. Fernanda é do jeito que eu imaginava, alegre, legal, ativa e a família muito acolhedora. Conheça um pouco mais de Fernanda aqui.

Guimarães

Fernanda foi nossa guia, pois conhece bem a cidade. Guimarães é cidade pequena, com arquitetura medieval e com traços dos celtas. Foi a primeira capital de Porugal, e em 2012 foi considerada cidade do patrimônio europeu, título merecido, pois a cidade é muito bonitinho.

Lá fomos no Castelo, que é tão imponente quanto o de Heidelberg.


Já na saída do Castelo, havia um estátua, um brasão e uma placa de ferro. O brasão e a placa eram homenagens do Brasil à Portugal em momentos diferentes: a primeira pelo Presidente Médici, e a segunda pelo Sarney.

Enquanto caminhávamos pela cidade Fernanda ia nos explicando tudo. Passamos por praças, entramos em igrejas, entramos em lojinhas de artesanato, paramos para uma água.

  Eu já estava esgotada, estava muito cansada, pedi arregoe quis voltar para Aveiro.

20 de ago. de 2013

A sempre interessante Coimbra



 Depois daquela passagem rápida por Coimbra, onde nós só visitamos a Universidade e descemos ladeira abaixo, tivemos que voltar para apreciar um pouquinho mais desta cidade. Não tive tempo para pesquisar sobre Coimbra então descreverei o que fizemos nas duas vezes que lá estivemos.

Há bons motivos para andar com um sapato confortável em Coimbra, salto 10, 15 e agulha não são recomendáveis. As ruas na cidade velha são de pedras e além disso, as ladeiras e escadarias não são poucas não.

Começamos o passeio pela Universidade de Coimbra, que está concorrendo para ser patrimônio mundial. A universidade fica na parte alta da cidade, mas o acesso é fácil, de carro, ônibus e a pé, subindo ladeiras e escadaria (a famosa quebra costas). A Universidade de Coimbra é antiga, e guarda um pouco da história de Portugal. É preciso pagar (acho justo!) para entrar nos lugares mais importantes da universidade, o que inclui a Biblioteca da Joaquina, que é linda e tem um acervo bem antigo e bonito. Em baixo da biblioteca fica a prisão. No passado, estudantes que se comportavam mal, ficavam na cadeia, sem ver a luz do sol.  Tadinhos.

Da universidade é possível ver a cidade e o rio. Essa vista é linda, principalmente em um dia de céu azul e sol a pino. Simplesmente inesquecível.

Não visitamos nenhum museu próximo a universidade, não houve tempo, porém entramos na Sé Nova, pagamos 1 euro cada. A entrada NÃO gratuita é para ajudar nas obras da igreja. As igrejas de modo geral estão em crise.

Descemos ladeira e escadaria abaixo, vale à pena!Passamos por ruelas (bonitinhas),  vimos frases que expressavam a indignação. Entramos na Sé Velha, entrada gratuita.
E descemos mais um pouco,passando pela escadaria quebra costas, chegamos ao coração do fado. Lá há muitas lojinhas de artesanato, bares, e a Casa do Fado. É um lugar muito agradável e charmoso. Deu para escutar fado, enquanto passeávamos ali.

Saindo dessa área, entramos na rua do comércio. É uma rua espaçosa com muitas lojas de roupas, sapatos, artesanato e ouro, além de restaurantes, bares, e pastelarias. Não tínhamos intenção de fazer compras, mas sim andar. Pegamos ruelas, becos, passamos por praças. Entramos em outra igreja, que me impressionou muito. Era toda em azulejo branco e azul. Achei diferente.

A fome deu sinal de vida, então fomos ao Restaurante Zé Manél, segundo nosso amigos, não poderíamos  sair de Coimbra sem experimentar qualquer prato neste lugar, custe o que custasse.
Chegamos ao Restaurante Zé Manél,  já havia fila. Dois casais e um casal com um filho estavam na nossa frente.Tivemos que esperar quase uma hora no Beco do Forno até uma concorrida mesa ficar livre. Deu tempo até de escrever uma poesia a la Drummond:

No Beco dos Fornos havia uma fila,
Havia uma fila no Beco dos Fornos.
No meio do beco havia um Zé Manél,
Havia um Zé Manél no meio do Beco dos Fornos.
No Beco dos Fornos, havia uma fila,
Havia uma fila para comer ossos no Zé Manél.

O Restaurante Zé Manél é conhecido como Zé Manél dos Ossos, porque ossos é um prato famoso e bem servido. O restaurante é  pequeno, o ambiente é acolhedor, e os pratos tem nomes inusitados e são deliciosos. O preço é justo e honesto. O dono é o garçom, só existe 1 cozinheiro e 1 um auxiliar de cozinha.São 7 mesas ao todo, e praticamente localizadas ao lado do balcão, por onde vemos toda a movimentação e preparo da comida. Só existe um cardápio, o dono dá o cardápio, depois anota o pedido, faz recomendação dos pratos, explica a preparação, conversa, passa recado ao cozinheiro... é um lugar fantástico!
Ossos de Porco


Cogumelos Aporcalhados
Vomitado de amêndoa
Depois da comilança, caminhamos na beira do rio, atravessamos a Ponte Pedonal debaixo de 35 graus às 3 horas da tarde, um calor...no outro lado da ponte, as pessoas estavam tomando banho no rio, pense na vontade que deu de se jogar naquele rio, pense...
Fomos em busca do Portugal dos Pequenitos. Subimos ladeira, escadas...derretemos...e finalmente encontramos a disney portuguesa sem a turma do ratinho. Apesar de fascista, como disse nosso amigo, o lugar é bonitinho. Há um pedacinho de cada país que Portugal invadiu e colonizou a partir de 1400 (Brasil, Índia, Angola, Guiné Bissau, etc), tudo em miniatura. Tem também a Universidade de Coimbra e modelos de casas de várias regiões.
Não deu tempo para muitas fotos. Uma casa, ao lado do parque estava pegando fogo. A gente só enxergava a fumaça e ouvia o barulho de sirenes dos bombeiros. Decidimos sair dali logo. O incêndio também era perto do Mosteiro de Santa Clara Velha, por isso não entramos.
Atravessamos a outra ponte e percebemos que o melhor caminho para ir ao Mosteiro e ao Portugal dos Pequenitos é pela Ponte de Santa Clara, mas tudo bem, o caminho pedonal valeu também.
 Por essas e outras rações que Coimbra é sempre interessante e cheia de prazeres!

18 de ago. de 2013

Porto pra que te quero

Um dia é pouco para Porto, mas nós fizemos o que era possível e vimos muitas coisas.

Pegamos um trem regional de Aveiro para Porto. Viagem que durou uma hora e o preço foi em conta.
Seguimos as recomendações de nossos amigos. Descemos na Estação de São Bento, que é antiga e muito bonita. Azulejos já retratam um pouco da história de Porto. O dia estava lindo, céu azul e temperatura  fria, mas agradável.Ao longo do dia esquentou bastante, chegando aos 32 graus.

Saindo da estação, que fica na parte alta e no centro da cidade, fomos descendo
até a Sé, Pelourinho e Museu de Arte Sacra. Em qualquer um desses lugares, a vista da cidade é maravilhosa. Continuamos descendo até chegarmos na Ribeira.

A Ribeira é um lugar muito gostoso, pena que não foi possível sentar e observar o cotidiano por muito tempo.Como era sábado, havia uma feirinha de artesanato bem na orla, mas não sei se tem todos os dias. Caminhamos na Ribeira e depois atravessamos a ponte e fomos para Gaia.
Em Gaia, decidimos pegar um barco e fazer um passeio pelo rio, que foi maravilhoso, embora o sol estava a pino, fazendo a pele arder sem sentirmos.
Ganhamos convites para degustar vinho do porto em duas caves. Decidimos ir em apenas uma. 
Acho que escolhemos bem. Degustamos o vinho do porto da qualidade Rubi e o Rosé. São muito bons. Mas eu não aprendi nada sobre a diferença entre eles.

O que ficou na minha memória é que, a origem do nome do vinho do porto, é que eles saiam de Porto para Inglaterra e outros países, mas a produção era feita em outra região, mas quando chegavam nos países importadores eram conhecidos como vinhos do porto.

Depois da degustação, pegamos o teleférico e fomos até o alto, assim veríamos Porto do alto de Gaia, e também poderíamos andar na parte mais alta da ponte e volta para o centro de Porto. 
O metrô,passa nesta parte da ponte, é preciso ter cuidado e evitar brincadeiras de emoções fortes.

Depois que atravessamos a ponte, caminhamos  pelo centro  e fomos até o Teatro. Andando, pensamos que conhecemos mais a cidade. Fomos para a Praça dos Aliados, que tem algumas lojinhas e cafés/bares/restaurantes bem legais. Aproveitamos para comer risoles, pastél de bacalhau (que nós conhecemos por bolinho) e samosa.

Estávamos prontos para continuar nossa andança. Entramos em igrejas, são lindas!Passamos por pracinhas, e finalmente encontramos a Livraria Lello. Eu passaria horas lá. A livraria é muito linda e tem um acervo incrível. Infelizmente é proibido fazer fotos lá. Por isso o passeio é imperdível.

Encontrei árvores com pedaços de toalhas de crochê, achei um charme!
 Saímos da livraria e fomos a Torre dos Cléricos. Continuamos andando, andando...decidimos encontrar os restaurantes indicados por nossos amigos. O primeiro, que era o mais perto de onde estávamos, estava fechado por conta das férias. Decidimos ir no outro. Tivemos que andar bastante, subimos ladeiras e escadas. Encontramos o famoso restaurante localizado no alto de um hotel que tem uma vista belíssima de Porto.Mas já era depois de 15 horas, apesar de ainda ter clientes,  a cozinha já tinha encerrado o expediente.

Descemos, escadas,ladeiras, ruas abaixo. Fomos ao Mercado Bulhão, mas estava fechado. Snif, snif,snif.... As lojas populares e não populares estavam de portas abertas...entramos no Majestic, um café chique, que lembra muito a Confeitaria Colombo do Rio de Janeiro. Estava lotada. O cardápio não nos apeteceu. Seguimos adiante.

Voltamos para Praça dos Aliados à procura de Tripas a Moda de Porto. Peregrinamos muito até encontrar um restaurante que tinha as tais Tripas,que são tripas, bucho, embutidos defumados, feijão branco, cenoura e jerimum. Sentamos, bebemos e comemos, tripas e a Francesinha, um sanduíche de pão recheado com filé, um embutido tipo calabresa,queijo e presunto. É coberto com queijo derretido e com um molho de tomate e vinho. As tripas e a francesinha estavam deliciosos!
Depois dessa comilança, voltamos para a Ribeira, uma caminhada na beira do rio foi boa para a digestão.
 O cansaço também bateu. Já era hora de deixar Porto e voltar para nosso lar em Aveiro.

15 de ago. de 2013

Lousã, Coimbra e Aveiro

O dia de ontem e hoje foi de passeio, o de hoje de descanso.

Ontem, na companhia de nossos amigos, visitamos vários lugares.
Eles precisavam resolver algumas coisas e nos convidaram para irmos juntos, claro seria um bom passeio, fomos!

Primeiro fomos a Lousã, uma cidade pequena, mas bem bonitinha. Tem um lugar lindo com piscina natural, cachoeirinha, e muitas árvores.

Bem do alto da montanha, dá pra gente ver a cidade. O dia estava especial ontem e lá de cima tinha uma vista maravilhosa.

depois seguimos para Coimbra.
Depois de poses e fotos, nos tocamos para Coimbra. Eu e Flavio, ficamos na Universidade de Coimbra.
Visitamos o Museu da Universidade, só não deu tempo para visitar a famosa biblioteca, mas tudo bem.

O céu em Coimbra estava impressionantemente azul, e um calor de 36 graus.
Descemos o morro, pois a universidade fica no alto. A descida foi um passeio super interessante pelas ruas e ruelas, lojinhas, bares, cafés....
Uma rua cheia de guarda-chuvas feitos de crochês. Achei tão lindo!

Encontramos nosso amigos, e pegamos a estrada novamente, mas para Aveiro.


Paramos em Curiá, um lugar super bacana, com hotéis de arquitetura  que lembra a década de 50. Entramos na parque de águas termais e fizemos um foto.

Voltamos para Aveiro, e Flavio foi para cozinha preparar o jantar: uma moqueca.

Hoje o dia foi mais tranquilo, ficamos em casa, passeamos pela cidade, descansamos, cuidei das unhas...

E no finalzinho da tarde, fomos ao cinema.
Assistimos ¨Mascarilha¨, o filme com Johnny Depp, como o Tonto, gostei!
Hey Silver!!!
A partir de hoje o diário vai ficar mais escasso, preciso trabalhar um pouquinho!

14 de ago. de 2013

Aveiro e Ilha de Jacinto

Oitavo dia de férias
Deidimos ficar de flozô no apartamento e organizar algumas coisas.Mas isso só dourou alguns minutos.
Flavio queria comer vieiras, então fomos ao Mercado de Peixe. Lá não havia vieiras e nem outros mariscos, só peixe e polvo.
Flavio optou pelo peixe, compramos duas postas enormes, e ele mesmo preparou  ¨à gosto da freguesa¨.

No final da tarde recemos uma chamado importante.
Devíamos ir encontrar nossos amigo por volta das19hs na casa deles. Iríamos de carro conhecer a horta coletiva que eles possuem. 
Na horta, colhemos feijões, abobrinha,  tomates, manjericão e hortelã.

Depois, pegamos uma balsa e fomos para Ilha de Jacinto.
Deu tempo de ir a praia do Torreiro e ver o astro rei se recolhendo magnigicamente. 
Ventava muito e fazia frio.

Depois fomos jantar em uma peixaria. Tivemos que esperar por uma hora, pois estava lotada.
Claro que a espera vale a pena: comemos este peixe assado de brasa. Calma, eu sei que é enorme, mas éramos 5 pessoas e uma criança.
Na barriga de gulosos, digo minha e do Flavio, sobrou espaço para provar as ¨Natas do Céus¨, só digo uma coisa: pense em um trem bom...