25 de jun de 2013

O tradicional banho-de-cheiro

Post publicado em 25 de junho de 2008.
Como é que eu esqueci de mencionar isso?
Foi até matéria de uma emissora de televisão. Quem quiser assistir a reportagem, entra nesse link aqui.

O "banho-de-cheiro" não pode faltar durante as comemorações de São João. Isso é tradição popular em Belém.
O banho tem poderes "milagrosos", garantem as vendedoras de ervas do Ver-o-peso.
Atrair um novo amor, reatar namoro, manter casamentos e/ou trazer prosperidade.
Tudo é possível com o poder das ervas.

RECEITA PARA UMA BANHO CHEIROSO

Ervas necessárias: Pripioca, Pataqueira, Manjericão, Esturaque, Chama, Catinga de Mulata, Vindicá Pajé, Trevo do Mar, Trevo São João, Trevo Cumaru, Patchouli, Cipó Uíra, Cipó Catinga, Cipo Curimbó, Alecrin D’angola. Abre Caminho, Oriza e Casca de Cedro.

Modo de preparo: Em uma bacia com água coloque todas as ervas, depois de esfregá-las bem, como se fosse triturá-las. Deixe de molho na água por alguns minutos para que as essências das ervas se misturem e formem o aroma característico do banho. O banho deve ser tomado às 18 horas do dia 23. Durante o banho a pessoa deve fazer o pedido para São João e torcer para que dê certo.

24 de jun de 2013

Hoje tem Arraial

Post publicado em 24 de junho de 2008.

Hoje é dia de São João.
E eu estou te esperando para o meu arraiá.
Aqui tem as brincadeiras.
Fiquei sem pombo-correio :(, mas se quiser escrever um recado para o amor da tua vida, deixa aqui e depois eu publico.
Se sentir fome, aqui tem bolos diversos, mingaus, maniçoba, pastel e outras delícias.
No meu arraiá toca Pinduca, Fruta Quente, Arraial do Pavulagem, Dominguinhos, Sinvuca, Osvaldinho, Luis Gonzaga e muito mais.
Mais o safoneiro que vai animar a quadrilha é o meu amor Flavio.

Façam os pares... Preparem a saia rodada e o chapéu de palha...
A fogueira está acesa...
O céu está estrelado...
E a dança vai começar!
- Cumpadi, veio gente de tudo quanto é lugar pro arraiá.
- É mermo cumadi?
- E num é, sô?!
- Arriégua, e de onde vem todo esse povo cumadi?
- Ora homi, dos Steites, das Óropas, de Brasilis...mas deixa de lari-lari e toca essa safona que a quadrilha quer entrar...
Anavantur!!!
Anarriê....

E agora vamos apresentar as Misses... Me segura, minha gente!!!
Uma salva de palmas...
E elas vêm dançando ao som do Mestre Pinduca
"Oh mexe, mexe menina
vamos mexer sem parar

Você é agora é a minha

Garota do tacacá"


A Miss Infantil é a Rosivone, minha irmã lá de Belém...









E agora a Miss Ericórdia, a poderosa Cissinha




Participaram da quadrilha
Minha irmã e primas lá de Belém, Pará.
Jaqueline, de Itaperuna, Rio de Janeiro.
Marlene mandou o filho e os Netos, de São Paulo, SP.
Sandra mandou os filhos e a filha, moram aqui pertinho, Alemanha.
E a quadrilha teve duas noivas:
Nora, uma pernambucana que mora na EspanhaCélia, uma cearense que mora Suécia.

Obrigada a tod@s que entraram na brincadeira, enviando fotos, receitas, brincadeiras e comentários.

23 de jun de 2013

Sabe onde fica este convento?


Vou ficar uns dias neste convento, você sabe onde fica?
Quando eu voltar, prometo contar o que fiz por lá.

22 de jun de 2013

O estado da arte do meu tratamento

Para quem me visita a 1ª vez, saiba que estou em tratamento contra o câncer de ovário.
Descobri o câncer de ovário por meio de uma cirurgia em fevereiro do ano passado. Antes da cirurgia fui a médica para uma consulta de rotina, e daí começou tudo. Já escrevi isto aqui.

Depois da 1ª cirurgia fiz três sessões de quimioterapia. Aí fiz uma 2ª cirurgia, e mais 3 sessões de quimo.
Eu pensei que tinha acabado, mas a equipe médica me prescreveu um tratamento a base de anticorpos chamado avastin (escrevi sobre isso aqui).

O avastin, assim como a quimo, é uma infusão na veia. O tratamento é longo, são 15 meses, que somando dá umas 21 ou 22 sessões, pois eu recebo o avastin a cada três semanas.
A vantagem do avastin é que ele não tem os efeitos ruins da quimo, e a infusão dura 30 minutos, no caso da quimo durava 4-5 horas.

Em abril, nós, eu, o marido, a família e amig@s, tomamos um susto (falei disso aqui). Apareceu um cisto na região pélvica, e e a equipe médica teve que suspender o avastin prevendo uma cirurgia. Depois de vários exames, o resultado foi que o cisto não precisa ser retirado agora e não é maligno, ufa!

Na minha 1ª sessão de avastin, após este susto, eu sofri muito. Minhas veias já não suportavam mais a infusão e coleta de sangue para exames. Fui furada oito vezes, 5 no antebraço, 1 no pulso e 2 nas mãos.
Foi horrível.
Após esse tormento todo, decidi colocar o um catéter.

Fiz uma pequena cirurgia para a inserção do catéter no lado esquerdo, próximo ao ombro. 
Fiquei 3 dias sem usar o computador, e depois de 10 dias já estava tudo normal e agora quase1 mês depois, está praticamente cicatrizado.

Já tive minha sessão de avastin e coleta de sangue pelo catéter, e foi tudo bem.
Penso que cumprir a vida
Seja simplesmente
Compreender a marcha
E ir tocando em frente
 E assim eu vou.

Brincadeiras juninas

Post publicado no dia 22 de junho de 2008. Vale à pena ler de novo!

Como eu já falei, adoro essa época de festa junina.
Além das festas, comidas e danças, ainda tem as brincadeiras.
Algumas são muito divertidas.
Tem a brincadeira do Pombo-Correio ou Carteir@ Elegante. Eu já fui carteira elegante em festa junina. Ganhei até uns trocadinho, além de me divertir muito levando bilhetinhos.
Tem a pescaria.
A dança da quadrilha.
A corrida do saco.
O desfile das misses.
Entre outras.

Eu encontrei dois sites com brincadeiras bem legais.
http://www.lendorelendogabi.com/datas/datas_brincadeiras_juninas2.htm
http://www.rosanevolpatto.trd.br/festajunina.htm

Tem uma brincadeira que é divertida, mas depende como a pessoa encara. É a brincadeira da CADEIA.
Uma vez, em uma festa, havia essa brincadeira. E um amigo, anonimamente pagou para me prenderem. Eu fiquei 10 minutos presa. Se quisesse ser solta antes, tinha que pagar fiança.
Eu estava bem humorada e preferi ficar presa. Não paguei fiança. E nem subornei o carcereiro.
Aqui o registro dos minutos em que fiquei aprisionada.

E a quadrilha tá ensaiando ao som de Dominguinhos e Luis Gonzaga.
A música é 7 meninas.

Eitha que o forró bodó tá bam demais sô!
Quem chegou para o arraiá agora e num tá entendendo nadica de nada é só clicar na figura lá em cima. Tem tudo sobre o Arraiá da Ro.
Tem fotos, brincadeiras, comidinhas...Vum bora cumade, cumpade!

13 de jun de 2013

Festa Junina, adoro!

É tempo de festa junina no Brasil, eu adoro esse período e sinto muita falta disso.
É tempo de dançar quadrilha, pular fogueira, brincar, comer muitas delícias, entre outras coisas.
Pena que estou super ocupada e não posso escrever sobre isso agora.

Há 5 anos, no dia 13 de junho de 2008, eu organizei um Arraial Virtual, foi uma coisa que me tomou tempo, mas eu até tinha bastante, e foi muito divertida. Acho que foi uma das coisas mais divertidas que fiz no blog.

Aqui vai o link do dia 13 de junho de 2008, onde eu convidava minhas leitoras e leitores para fazer um arraial virtual:
http://nutriane.blogspot.de/2008/06/vamos-fazer-um-arraial.html


Alguém que acompanha minhas pavulagens lembra disso?

8 de jun de 2013

A grave situação dos nossos parentes indígenas

A situação dos povos indígenas no Brasil é grave. O conflito de terra, homicídios, desnutrição, violência, falta de acesso aos serviços básicos, são violações de direitos humanos que indígenas vem sofrendo a séculos.

Eu fiz um resumo do  último relatório do Conselho Indígena Missionário -CIMI, de 2011, em que fala sobre algumas dessas violações só para divulgar aqui alguns desses resultados:
A desassistência na área da saúde atinge mais de 35.000 pessoas, distribuídas por 15 Estados Brasileiros, sendo os casos mais graves localizados no Amazonas, particularmente no Vale do Javari.

A taxa de homicídios de 100 por 100 mil pessoas, maior que a do Iraque, e quatro vezes maior do que a taxa nacional, o povo Guarani e Kaiowá, do Mato Grosso do Sul, enfrenta uma verdadeira guerra contra o agronegócio.

O registro de 51 assassinatos de indígenas em 2011, mais uma vez, mostra que 62,7%, ou seja, 32 vítimas pertencem aos povos que habitam o Mato Grosso do Sul. Se somarmos os 32 assassinatos com 27 tentativas de assassinatos são 59 casos de morte e quase morte que atingiram indivíduos, de acordo com os registros deste relatório.

Em 2011, aumentou o número de casos e de vítimas envolvendo violência sexual. Foram registrados 17 casos de violência sexual, com 39 vítimas, todas do sexo feminino. 12 casos envolveram menores de idade.

Em 2011, subiu o número de crianças menores de 5 anos, mortas por causas facilmente tratáveis. Tivemos 126 vítimas.

Fonte: Relatório Violência contra os povos indígenas no Brasil - Dados de 2011. 

Outro relatório, desta vez governamental, pois é da Fundação Osvaldo Cruz, FIOCRUZ, 2009, mostra resultados de saúde e nutrição que me deixam com o estômago embrulhado. Vejam alguns desses resultados:

As mulheres indígenas que vivem na Região Norte são as que tem menos nível de escolaridade e maior quantidade de filhos.

Na Região Centro-Oeste e Sul/Sudeste, a hipertensão arterial já atinge 15% das indígenas, e o sobrepeso e obesidade chegam a mais de 50%.

E pasme, 1 em cada 4 crianças indígenas, tem déficit de altura, ou seja, desnutrição crônica.
A Região Norte é a que tem mais crianças com desnutrição crônica.

Para saber mais detalhes é só ler o ¨Inquérito de Saúde e Nutrição dos Povos Indígenas, da FIOCRUZ, 2009.

Eu acho isso revoltante, e você?

2 de jun de 2013

Parem de matar nossos parentes!

A Carta de Pero Vaz de Caminha à Manoel I, Rei de Portugal em 1500, narra bem como foi a invasão das terras indígenas, a conquista da confiança, a introdução de novos hábitos alimentares, bebidas alcoólicas, e a imposição da religião dos invasores.
Aí começou a história da violação de direitos humanos que indígenas, verdadeiros nativos verdadeiros brasileiros, sofrem até hoje, a peso de muita violência, sanguinolência e mortes.

Trechos da carta de Pero Vaz de Caminha quando chegou no Brasil:
... ao chegar o batel à boca do rio, já ali havia dezoito ou vinte homens.
Era, pardos, todos nus, sem coisa alguma que lhes cobrisse suas vergonhas. Nas mãos traziam arcos com suas setas. Vinham todos rijos sobre o batel; e Nicolau Coelho lhes fez sinal que pousassem os arcos. E eles os pousaram.
Foi assim em 1500.
A terra sempre sendo invadida. Os indígenas, mesmo armados, como quem está pronto para a guerra não partem para a violência, a tirania não pertence a eles.
Nós, brasileiros e brasileiras, somos todos parentes de um povo que só quer paz e seus direitos à terra, à alimentação, à uma vida digna.

Ainda na carta de Caminha:
A feição deles é serem pardos, maneira de avermelhados, de bons rostos e bons narizes, bem-feitos. Andam nus, sem nenhuma cobertura. Nem estimaram de cobrir ou de mostrar suas vergonhas; e nisso têm tanta inocência como em mostrar o rosto. Ambos traziam os beiços de baixo furados e metidos neles seus ossos brancos e verdadeiros...
Aproveitando da sua ingenuidade, sua maneira de viver, a sua beleza, a sua riqueza foi desrespeitada. Uma religião foi imposta, porque para o invasor, a sua religião deveria ser imposta, custe o que custar.
... parece-me gente de tal inocência que, se homem os entendesse e eles a nós seriam logos cristãos, porque eles, segundo parece não têm, nem entendem em nenhuma crença.
A respeito de novos hábitos alimentares e do álcool, estes foram introduzidos no processo da conquista e dominação, para depois afanarem suas terras, introduzir doenças decorrentes de maus hábitos alimentares, como obesidade, diabetes e hipertensão, e os tornarem alcoólatras.
Deram-lhes ali de comer: pão e peixe cozido, confeitos, fartéis, mel e figos passados. Não quiseram comer quase nada daquilo: e, se alguma coisa provaram, logo lançaram fora. Trouxeram-lhes vinho numa taça: mal lhe puseram a boca; não gostaram nada; nem quiseram mais...
... e alguns deles bebiam vinho, ao passo que outros o não podiam beber. Mas quer-me parecer que, se os acostumarem, o hão de beber de boa vontade!
A violência contra as indígenas que hoje é alta, também foi revelada na falta de respeito as indígenas, com a sutileza da carta:
E uma daquelas moças era tingida, de baixo a cima daquela tintura; e certo era tão bem-feita e tão redonda, e sua vergonha (que ela não tinha) tão graciosa, que muitas mulheres da nossa terra, vendo-lhe tais feições, fizera vergonha, por não terem a sua como ela. Nenhum deles era fanado, mas, todos somos assim como nós... 
Ali andavam entre eles três ou quatro moças, bem novinhas e gentis, com cabelos muito pretos e compridos pelas costas; e suas vergonhas, tão altas e tão cerradinhas e tão limpas das cabeleiras que, de as nós muito olharmos, e não se envergonhavam...
.... e suas vergonhas tão nuas e com tanta inocência descobertas, que nisso não havia nenhuma vergonha... Também andava aí outra mulher moça com um menino ou menina ao colo, atado com uma pano (não sei de quê) aos peitos, de modo que apenas as perninhas lhe pareciam. Mas as pernas da mãe e o resto não traziam pano algum
Eu não queria me alongar muito neste post, eu queria escrever sobre a violência sofrida pelos Terenas de em Sidrolândia, que resultou em morte. Um homem foi assassinado com uma bala no estômago, 28 indígenas ficaram feridos. O feriado de Corpus Cristis, ficou marcado como Corpus Indius.

Eu só queria deixar meu apelo, aqui registrado:
Parem de violar os direitos humanos de nosso parentes!
Parem de violentar as parentas indígenas!
Parem de matar nossos parentes indígenas!
Hoje eu sou Paru, Guarani Kaiowá, Terena, Macuxi, Mundukuru, Galibi, Kaingang, entre tantas etnias, e mais brasileira do que nunca!

Se quiser entender a questão, clique com o mouse em cima da frase, pois isto levará você para outro link:
A outra face da história: Indígenas relatam o terrorismo
Dilma deveria enviar ingressos da Copa a filhos de indígena assassinado no MS

30 de mai de 2013

Sincronicidade ou coincidência?

Sincronicidade é um conceito desenvolvido por Carl Gustav Jung para definir acontecimentos que se relacionam não por relação causal e sim por relação de significado. Desta forma, é necessário que consideremos os eventos sincronísticos não relacionado com o princípio da causalidade, mas por terem um significado igual ou semelhante. A sincronicidade é também referida por Jung de "coincidência significativa".

Coincidência é o termo utilizado para se referir a eventos com alguma semelhança mas sem relação de causa e consequênciaQuando muitos eventos ocorrem simultaneamente é esperado que ocorram muitas coincidências também. Pode ser apenas resultado de uma sincronicidade.
Fonte dos dois conceitos: Wikipédia

Então vamos lá...para explicar meu caso de sincronicidade ou apenas uma coincidência!

Eu estava trabalhando no computador, lendo uns artigos e tentando resumir. Já estava bastante cansada. Olhei para a janela e vi que tinha sol, pensei: horar de parar tudo e fazer uma caminhada na vizinhança.
40 minutos depois, já de volta para casa,  há duas quadras para chegar em casa, eis que surge na minha frente um casal, pareciam bem apaixonados.

Eu só via as costas dos dois. Eles caminhavam aguarradinhos, se beijando, se abraçando, no maior chamego...

Eu comecei a achar a moça parecida com uma pessoa que conheço. Ela tinha o mesmo cabelo, só parecia ser um pouco mais baixa, mas também estava de tênis.
Eu já estava me aproximando deles, porque o casal andava devagar. No meio do chamego todo, eles ali quase na minha frente, começaram a se beijar pra valer, mas a moça abriu os olhos e me viu. Pararam de se beijar e seguiram andando.

Eu cada vez mais perto, e já quase certa de que a moça era conhecida e estava traindo o marido, sim ela é casada.
Só que eles viraram depressa à direita e entraram no jardim de um prédio, desaparecendo da minha vista.

E eu fiquei a ver navios, e com aquela dúvida cruel, afinal era ou não era a conhecida traindo o marido?
Teria ela tentado se esconder entrando no jardim do prédio?
Teria ela a coragem de trair o marido tão perto onde eles moram?
O casal mora bem pertinho, quase até na mesma rua, onde moramos.

Logo pensei: só pode ser ela! Se não fosse, não teria apressado o passo e entrado no jardim. Então, segui andando para casa.
Quando estava quase chegando em casa, que por sinal fica em frente a parada de bonde, advinha quem desceu de dentro do bonde?
A conhecida que eu pensava que estava traindo o marido. 
Ou seja, não era ela, a moça que estava ao beijos com um rapaz como eu estava pensando.

Eu achei essa coincidência demais!!! Ou foi sincronicidade?
O que você acha, será que foi uma simples coincidência, ou a sincronicidade do Jung?


25 de mai de 2013

Quando uma Tailandesa encontra um Nigeriano...

Eu sou testemunha do amor entre eles.
Estive presente desde o começo. Isso aconteceu quando estávamos confinados em um workshop sobre como lidar com as diferentes culturas morando na Alemanha.
Era inverno...No final do evento, lembro dos dois fazendo bola de neve e jogando contra eles.

Em abril, eles casaram, e eu fui testemunha da celebração do amor entre eles. Por isso fui convidada a fazer o bolo e o discurso, isso vocês já estão careca de saber, pois já falei aqui.
O discurso estava no papel, as mãos tremiam, mas depois que acabei, eu fiquei na maior pavulagem, pois até a hora em que fiquei na festa, fui a única a falar.

A cerimônia católica foi linda e emocionante. Durou quase 2 horas. Haviam dois padres, um alemão e um Nigeriano, amigo do noivo.
O Padre Nigeriano estava emocionado por celebrar o casamento do amigo.

A cerimônia começou com a entrada de coroinhas (moças e rapazes) carregando incenso e velas. Depois vieram os padres, as crianças, e o casal.
Achei super legal o casal entrar juntos. Os pais de cada um, já estavam dentro da igreja, assim como nós convidados, esperando pela cerimônia.

 Ela estava linda!

Uma das coisas mais linda e emocionante da cerimônia, foi quando o noivo cantou para a noiva, e depois a noiva cantou para o noivo. Nossa foi lindo demais!!
Nessa hora, eu olhei para direita e minha amiga brasileira, estava aos prantos, aí fui comentar com o Flavio, que estava à minha direita, e ele chorava aos cântaros...olhei para trás e o povo todo estava chorando. Já eu?! Ria...eu sou assim quando estou nervosa. Mas na verdade, eu também  ria de felicidade.

Quando a cerimônia religiosa acabou, foi a hora das fotos. Abaixo a foto do nosso grupo de doutorandas(os) com a representante do Centro de Segurança Alimentar. Flavio estava junto, assim como a esposa de um colega, porque somos como uma família.
Meu vestido estava até combinando com as pétalas de rosas no chão, não estava?

Depois veio a festa, que foi um arraso e muito divertida.
O casal trocou de roupa e cada um vestiu o traje tradicional de cada país.
A comida tailandesa e nigeriana estava um espetáculo de maravilhosa. Eu bem que tentei experimentar um pouco de tudo, mas não consegui, porque havia muita comida.
Infelizmente não fiz fotos :(

Muita gente fez homenagem ao casal. Teve gente que tocou, cantou...mas só eu falei, eh eh eh
Teve brincadeiras com o casal também.
No final, todo mundo caiu na dança.
Foi um casamento lindo, assim como o amor entre eles!

19 de mai de 2013

A linda Heidelberg

Quero te convidar para visitar uma cidade linda, romântica e que ainda guarda, na cidade velha, a arquitetura medieval. Esta cidade chama-se Heidelberg.

Para conhecer Heidelberg, pronuncia-se Raidelbergue, é preciso um certo tempo, alguns anos talvez, mas se for só para uma visita, alguns dias ou uma semana serão o suficiente.
Vou começar pelos principais pontos turísticos no centro da cidade.

1- Bismarkplatz (Praça do Bismark)- é aqui a parada principal dos bondes e ônibus para quem vai fazer compras e para quem quer ir para a cidade velha.
Bismark foi o estadista mais importante da Alemanha do século XIX. Ele tinha sede de poder e de autoritarismo.

2- Hauptstrasse - é o nome da rua principal do centro da cidade. A rua é para pedestres, e só passam carros quando autorizados pela prefeitura. Há muito o que vê nesta rua, comer e beber também!
Há muitas lojas, restaurantes, cafés, cinemas e museus.

3- Museus - temos muito museus, e os preços são convidativos. Mas eu só vou falar de alguns, ok?
          Deutsches Verpackungsmuseum, Museu Alemão da Embalagem. Este Museu fica meio escondidinho, mas é ali na Hauptstrasse, e passa até desapercebido para quem não tem conhecimento dele. É um Museu pequeno, mas muito interessante com muitas embalagens antigas para se ver. Gosto muito.
            Kurpfälzisches Museum im Plais Morass,  o Museu do Palatino abriga uma coleção de arte de 1700 e também uma parte arqueológica, que inclui uma cópia do famoso Homo erectus Heidelbergensis. Vale a pena.
           Universitätsmuseum, Museu da Universidade, este museu conta a história da universidade, que é a mais antiga da Alemanha, desde sua fundação até os dias atuais. Incluindo a história da revolução dos estudantes em 1968, com fotos. É muito interessante.    
          StudentenKarzer, Prisão dos Estudantes, é um apêndice do Museu da Universidade. Era uma prisão, de 1700 até pouco depois de 1900. Os estudantes que faziam bagunça, desrespeitavam professores ou faziam outras transgressões ficavam dias na prisão à pão e água. É um museu bem pequeno, não fica na Hauptstrasse, mas vale a pena ir a sua procura e ver as gravuras e celas ondes os estudantes ficavam.
Deutsches Apothekenmuseum, Museu da Farmácia, fica localizado dentro do Castelo de Heidelberg. Uma vez dentro do Castelo vale a pena ir lá, pois é de graça. Esse museu é muito bom também.

Existem mais museus, e todos merecem ser visitados, mas por ora, chega né?!

4- Restaurantes, Cafés, Bares, são muitos e nenhum deles está patrocinando este blog, então só posso reforçar que ao longo da Hauptstrasse existem muitos locais para comer e beber, seja comida alemã ou internacional, cerveja, café, entre outros. Mas se você não vive aqui, acho que vale a pena experimentar comida alemã. Por exemplo:
- Schnitzel ¨Wiener Art¨ - tipo filé de porco empanado
- Gulasch - prato húngaro, mas comum por aqui. Carne ensopada com pimentão
- Maultaschen - esse prato eu não sei explicar muito bem, mas é uma massa (tipo raviole) recheada.
- Flammkuchen - pizza bem fininha, leve e deliciosa.
- Hausemacherwurst - salsicha da casa, aí você vai encontrar todo o tipo de salsicha (Wurst). Tem da branca, vermelha, com molho, sem molho...etc. São deliciosas!

Para quem NÃO come carne ou é vegetariano, tem muitas opções também.
Geralmente há cardápios em alemão e inglês nos restaurantes.

A comida de rua, é o Kebab, Donner, pizza, sanduíches gelados de peixe, carne, queijo, salame ou outro embutido. O Bretzel, tipo um pão, é uma delícia.

Para quem gosta de cerveja, aqui é o paraíso. São mais de 5.000 tipos. O bom, é ir numa cervejaria e ir experimentando as  diversas cervejas caseiras, mas vá com calma, algumas têm alto teor alcóolico!

Café, chá, chocolate, cappuccino e etc, são muito bons.

Os doces também são ótimos, e não são tão doces como no Brasil. A torta alemã mais famosa no Brasil é a Apfelstrudel (Torta de Maçã), é supimpa.

5- A Cidade Velha em si. Aqui há muito o que se ver. As igrejas, a Universidade e sua Biblioteca, o Hotel Ritter (o único prédio que resistiu ao grande incêndio e as guerras), praças, e saindo da Hauptstrasse, à esquerda em direção ao Rio, a Ponte Velha.
Na Ponte Velha, temos uma das vistas mais bonitas do Castelo, do Rio, da cidade, e da casa Max Weber, onde o filósofo morou quando aqui esteve.

E por último, mas não menos importante, o imponente:

6- Castelo de Heidelberg, lá você vai precisar de no mínimo três horas.Eu já postei sobre o Castelo aqui.
Para entrar lá, é preciso subir um morro, mas não se preocupe, se você não quiser ir a pé, é possível ir de bondinho.
Você pode comprar o ingresso para entrar no Castelo com inclusão do bondinho ou ir a pé e comprar o ingresso na entrada.
O Castelo de Heidelberg foi destruído várias vezes, por isso, hoje só restam as ruínas, mas ele é muito imponente...
Ao entrar lá, você começa pelo pátio do castelo, depois à esquerda tem um Café/Bar, onde você pode beber alguma coisa. E lá você vê o grande barril, onde era recolhido o vinho como imposto na época do Príncipe.
Saindo do bar, à esquerda, você pode ir para a outra parte do pátio, onde é possível ter uma visão da cidade velha, da ponte e do Rio Neckar. É lindo!
Dentro do Castelo tem o Museu da Farmácia, que já falei acima.
É possível fazer uma visita guiada na parte interna do Castelo, o preço é à parte e a visita acontece com hora marcada.
Saindo do Castelo, vá visitar o Jardim. Tem uma grande área, com bancos e árvores que fazem sombras e nos convidam para um descanso breve, um piquenique ou um chamego gostoso.

Qual é a melhor época para visitar Heidelberg? Acho que de maio a setembro, mas Heidelberg é tão linda que você pode vir em qualquer época do ano.
Não esqueça de trazer peça muito importante na sua mala: um sapato confortável, porque aqui anda-se muito.

Essa é só um pouquinho da minha linda Heidelberg. O que você está esperando? Venha!