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6 de jun de 2008

Sincronicidade, cabelos e Guaranis

Querid@s vocês acreditam em sincronicidade?
Eu acredito!
Ontem eu estava procurando sobre a tendência dos cortes de cabelos no Brasil na internet, isto é, qual a última moda de cabelos?

E vejam o que eu encontrei....o título era: "Bebês morrendo de fome e nada acontece. Será que é porque são índios?"

Link para ler a matéria:

http://claudia.abril.com.br/materias/2444/?pagina2&sh=34&cnl=45&sc=

Eu não consegui descobrir a data da publicação da revista, acredito ser de 2005 ou 2006.
Essa reportagem na revista Claudia me surpreendeu.
Conceito de Sincronicidade (wikkipédia)
Sincronicidade é um conceito desenvolvido por Carl Gustav Jung para definir acontecimentos que se relacionam não por relação causal mas por relação de significado. A sincronicidade é também chamada por Jung de "coincidência significativa".
O termo Sincronicidade foi utilizado pela primeira vez em publicações científicas em 1929, porém C.G.Jung demorou ainda mais 21 anos para acabar o livro "SINCRONICIDADE: UM PRINCÍPIO DE CONEXÕES ACAUSAIS", onde expõe o conceito e propõe o início da discussão do assunto. Um de seus últimos livros e segundo ele o de elaboração mais demorada devido a complexidade do tema e da impossibilidade de reprodução dos eventos em ambiente controlado.
Basicamente, é a experiência de se ter dois (ou mais) eventos que coincidem de uma maneira que seja significativa para a pessoa (ou pessoas) que vivenciaram essa "coincidência significativa", onde esse significado sugere um padrão subjacente.
A sincronicidade difere da coincidência, pois não implica somente na aleatoriedade das circunstâncias, mas sim num padrão subjacente ou dinâmico que é expresso através de eventos ou relações significativos. Foi um princípio que Jung sentiu abrangido seus conceitos de Arquétipo e Inconsciente coletivo.
Acredita-se que a sincronicidade é reveladora e necessita de uma compreensão, essa compreensão poderia surgir espontaneamente, sem nenhum raciocínio lógico. A esse tipo de compreensão instantânea Jung dava o nome de "insight".
Jung afirmava que temos quatro funções básicas: razão, emoção, sensação e intuição. No nosso ser, geralmente uma delas é predominante. Mas quando trabalhamos internamente estas funções na direção do equilíbrio, uma nova função é acrescentada: a sincronicidade.

3 de jun de 2008

Crise alimentar no mundo, como isso te afeta?

Especialistas, observador@s, blogueir@s, algumas pessoas já falaram sobre esse problema.
Eu, por enquanto só estava acompanhando as notícias pela internet, arrisquei e li uma reportagem em alemão, e escuto na FIAN algumas discussões a esse respeito.

A crise começou a me afetar, quando voltamos da viagem do Vietnam e Filipinas em março. Depois de 15 dias fora e sem ir ao supermercado, foi difícil não perceber o aumento dos preços dos produtos alimentícios.

O mais vísivel que percebi de imediato foi o preço do arroz.
Ele custava em fevereiro, 70 centavos de euros (0,70 euros) e em março estava custando 99 centavos de euros (0,99 euros).

Logo depois veio a questão do Haiti, e o fato do aumento de preço dos biscoitos feitos de lama que @s haitian@s comem.

Aí, foi uma notícia triste atrás da outra. Notícias doloridas, com muitas violações de direitos humanos, fome, violência e desastres pelo mundo.

Eu ando sensível ultimamente com os nervos a flôr da pele.

O trabalho social, é triste, dolorido...mas também desafiador.

Nesse período eu vi um vídeo de um macuxi que foi preso em Roraima, eu senti a dor nos olhos dele, eu tive um aperto no coração.

Esse aperto não foi literal, eu realmente senti uma dor no peito, parecia que tava sendo espremido. Eu pensei que ia ter um ataque do coração. Fiquei apavorada, pois estava sozinha. Ainda por cima meu coração começou a acelerar. As batidas eram fortes e eu não tenho problemas de coração.

Aos poucos eu fui me acalmando. Mandei várias mensagens para o meu cérebro. E liguei para minha mãe, que tão longe, sem saber de nada o que tinha acontecido comigo me acalmou.

Isso pode parecer uma frescura, uma pavulagem besta, um xilique, mas juro que não é.

Aqui tem uma petição online para ser enviada ao Secretário Geral das Nações Unidas sobre a crise alimentar.
http://www.avaaz.org/po/global_food_crisis/4.php?cl=95280144

Ainda quero escrever melhor sobre a crise alimentar.

12 de mai de 2008

A lenda da mandioca

Existem muitas histórias, lendas e mitos em torno do nome da mandioca, quase todas iguais. A lenda que eu escolhi para compartilhar com vocês é esta:
"Nasceu uma indiazinha linda e a mãe e o pai tupis espantaram-se:
- Como é branquinha esta criança!

Chamaram-na de Mani. Comia pouco e pouco bebia.
Mani parecia esconder um mistério. Uma bela manhã, Mani não se levantou da rede.
O Pajé deu ervas e bebidas à menina. Mani sorria, muito doente, mas sem dores.
E sorrindo Mani morreu.

Os pais enterraram-na dentro da própria oca e regaram a sua cova com água, como era costume dos índios tupis, mas também com muitas lágrimas de saudade.
Um dia, perceberam que do túmulo de Mani rompia uma plantinha verde e viçosa. A plantinha desconhecida crescia depressa.
Poucas luas se passaram e ela estava alta, com um caule forte que até fazia a terra rachar ao redor.
- Vamos cavar? - comentou a mãe de Mani.
Cavaram um pouco e, à flor da terra, viram umas raízes grossas e morenas, quase da cor dos curumins, nome que dão aos indiozinhos. Mas, sob a casquinha marrom, lá estava a polpa branquinha, quase da cor de Mani.
- Vamos chamá-la de Mani-oca. - resolveram os índios.
Transformaram a planta em alimento."
Peguei a história neste link aqui.

Valor nutricional da goma de tapioca

A tapioquinha ou beijú é feito com a goma de tapioca.
A análise química SOMENTE da goma de tapioca em 100 gramas:
Energia: 229 calorias
Proteína: 0,20 gramas
Carbohidrato: 54,60 miligrama
Lípideos: 1,10 gramas
Fibra: 0.40 grama
A tapioquinha ou beijú pode ser recheado ou não. Com recheio serão outros valores.
Fonte: Livro Alimentos Regionais Brasileiros.

A tapioquinha ou beijú é uma iguaria dos índios brasileiros. É uma espécie de bolinho preparado com massa de mandioca-puba ou fresca. Pode ser simples ou recheado; seco ou com leite; doce ou salgado; torrado no fogo ou no forno, etc. Os índios, para armazená-lo, lhe dão o formato de um tijolo.” Claudio Fornari.

Informações sobre a mandioca

MANDIOCA
Nome científico: manihot esculenta
Nome popular: aipim, macacxeira, maniva
Origem: América do Sul
A mandioca constituí-se em um dos principais alimentos energéticos utilizados no Brasil.
A fabricação de farinhas são feitas artesanalmente em um lugar chamado: Casa de Farinha .
É muito comum no norte e nordeste do Brasil, a produção envolve a família e até a mesma a comunidade.
É uma fonte de renda, além de contribuir para o próprio consumo na alimentação diária. É uma atividade que congrega homens e mulheres.
Os índios e a mandioca
Os índios foram os primeiros a descobrir como extrair o veneno da mandioca brava e tranformá-la em farinha ou bebidas fermentadas.
Alguns produtos que são extraídos da mandioca:
Da mandioca amarela, também chamada mandioca brava, retiram-se, além da farinha e do tucupi, a tapioca (o caroço) e o polvilho, também chamado, entre nós, de goma, e o cauim (bebida).
Já da macaxeira ou mandioca mansa retiram-se a farinha suruí e o carimã.
A mandioca mansa ou macaxeira é a raíz que comemos muito no Brasil de forma cozida, frita e em preparações como purê e bolos.

28 de abr de 2008

Abre aspas para a poesia

Eu vi essa blogagem coletiva e decidi participar porquê adoro poesias.

Foi díficil escolher o poeta, o poema/a poesia, já que adoro Drummond, Vínicius, Quintana, Neruda, Castro Alves e até o meu marido, Flavio Valente (ele já escreveu poesias lindas).

Mas optei por copiar e colar a poesia de Kanátyo Pataxó, já que este mês a minha pavulagem foi postar sobre indígenas.

Imagino que muita gente já deve está de saco cheio disso, mas eu não!:)
SOU ÍNDIO E TENHO ORGULHO DE SER ÍNDIO
Eu nasci índio, e quero morrer sendo índio.
Eu sou índio, porque sei dançar o ritual do awê.
Eu sou índio, porque sei contar a história do meu povo.
Eu sou índio, porque nasci na aldeia.
Eu sou índio, porque o meu sistema de viver, de pensar, de trabalhar e de olhar o mundo é diferente do homem branco.
Eu sou índio, porque sempre penso o bem para meu povo e todas as nações indígenas.
Eu sou índio, Pataxó, sou brasileiro, sou caçador, pescador, agricultor, artesão e poeta.
Enfim, sou um lutador que sempre procura a paz.
Sou índio, porque sou unido com meus parentes e todos aqueles que se aproximam de mim.
Sou índio, e tenho orgulho de ser índio
(Kanátyo Pataxó – O povo Pataxó e sua história.)
Poesia com amor - combinação perfeita
Eu também sou muito romântica e adoro uma história de amor, compartilho aqui com vocês uma linda história de amor ancestral entre dois povos indígenas.

CLAUDIA & JECINALDO

Índia Ticuna, Claudia virou mulher aos 12 anos. Em sua cultura, não há meio-termo: ou se é menina, ou se é mulher. Nem ela se sente à vontade para falar de algo íntimo como o motivo da passagem: a “primeira menstruação”. Olha para o lado, busca ajuda, mas acaba falando, envergonhada, as palavras em português. Ela fala a língua oficial brasileira com alguma dificuldade. Com pausas. Mas com ritmo. Sempre determinada.

Ela passou pelo ritual Ticuna da Menina-Moça com orgulho. E dor.
Continua aqui

As fotos do slide são do meu arquivo pessoal dos Guarani Kaiowá de Mato Grosso do Sul e do síte do CIMI (Conselho Indígenista Missionário)


A FIAN está desenvolvendo uma Ação Urgente, de envio de cartas ao Governo Brasileiro, em apoio aos Guarani Kaiowá de Mato Grosso do Sul, quem quiser participar desta campanha basta clicar neste link e mandar uma carta ao Presidente Lula pedindo explicações e justiça para os Guarani Kaiowá.

20 de abr de 2008

Fui para balada

Como eu falei, o filme brasileiro Cleópatra estava em cartaz aqui em Heidelberg.
Nós fomos assistir, mesmo sem saber muita coisa sobre o filme.

Como eu não perco a oportunidade de falar sobre a Ação Urgente da FIAN em apoio aos Guarani Kaiowá, na sexta-feira, a FIAN entrou em contato com o responsável do cinema onde o filme brasileiro estaria em cartaz, e nós ganhamos 3 minutos para falar sobre o caso antes do filme começar.
Eu achei que seria uma boa oportunidade para divulgar o trabalho.

O cinema estava vazio, talvez 30 pessoas, eu não sei se foi pela chuva ou pelo filme.
Nós não gostamos do filme, achamos um"ó", apesar da atriz e dos atores famosos.
O que valeu a pena foi ter falado sobre os Guarani no dia do índio e ter encontrado amigos brasileiros.

Após o filme nós fomos para um bar-restaurante cubano.
Na entrada, eles carimbaram nossas mãos com o bonequinho verde, símbolo turístico da Alemanha.

Foi super divertido. Rimos, batemos papo, comemos e bebemos. Só não dançamos. Mas o sábado valeu a pena!


E o domingo começou com a tapioquinha no café da manhã...tá virando moda saborosa por aqui.

19 de abr de 2008

Dia do Índio


'Todo dia era dia de índio..
Mas agora eles só têm o dia 19 de abril"


Hoje é dia do índio, da índia, dos povos indígenas e como díria Odorico Paraguassú das povas indígenas.

Desde 1943, o Brasil celebra o Dia do Índio, no dia 19 de abril, como desdobramento do I Congresso Indigenista Interamericano no México, em 1940.

O Brasil já teve mais de 5 milhões de indígenas, hoje são em torno de 450 mil, distribuídos em 210 povos, e cerca de 170 línguas, vivendo em situação de miséria, exclusão, fome, discriminação e injustiças sociais.

O dia do indío é dia de celebração, mas também de luta e reinvidicação dos povos indígenas por seus direitos violados, pelo respeito à sua cultura e a seu modo de viver.

Apesar do direito às suas terras tradicionais estar na Constituição Federal desde 1988, a maioria dos povos indígenas ainda não tem sua terra demarcada e protegida. A terra é mais que simples moradia; a terra para os indígenas tem valores representativos da própria sobrevivência humana (físical, social e cultural).

A violência contra e entre os indígenas, incluindo suicídios, aumentou muito. O número de indígenas assassinados cresceu 64% em um ano. A violência, a criminalização das lutas índigenas e de suas lideranças, assassinatos e homícidios, estão ligados a disputa pela terra.

E como se não bastasse, ainda existem indígenas em situação de trabalho escravo, com números alarmantes. Todos os índices negativos são muito mais altos quando se trata dos povos indígenas. Os indíces de desnutrição e mortalidade infantil entre as crianças indígenas são bem maiores que não indígenas.

O direito humano à alimentação adequada não é respeitado e os povos indígenas continuam sofrendo com essa violação e com fome de justiça.

A FIAN está desenvolvendo uma Ação Urgente, de envio de cartas ao Governo Brasileiro, em apoio aos Guarani Kaiowá de Mato Grosso do Sul, quem quiser participar desta campanha basta clicar neste link e mandar uma carta ao Presidente Lula pedindo explicações e justiça para os Guarani Kaiowá.

Eu não me canso de falar aqui e pedir para vocês que enviem uma carta ao governo brasileiro.

Outras pessoas também fizeram esse pedido como:

Denise Arcoverde - Washington - Estados Unidos
Wania Beatriz - Rondônia - Brasil
Nanci - Mato Grosso do Sul - Brasil

E se alguém mais fez e eu não soube, por favor me avise para eu linkar aqui.

E sobre o dia do índio, quem já escreveu alguma coisa:

Face it act now - Alemanha
Maria sem vergonha - Brasil
Suelly Marques - Brasil
Meiroca - Itália
Luiz Valério - Brasil
Flavia - Brasil
Claudia - Brasil


Aqui tem umas fotos
E esse vídeo lindo...



E eu encontrei um quiz sobre os povos indígenas, bem legal, quem quiser fazer é ir nesse link aqui

15 de abr de 2008

Blogs novos na blogosfera


Sobre os Guarani Kaiowá. Para quem quiser treinar o francês e holandês aliada a questao indígena, taí uma ótima oportunidade.

Guarani Kaiowá francês: http://fian-guarani-fr.blogspot.com/

Guarani Kiowá holandês: http://fian-guarani-nl.blogspot.com/

Os blogs são relatos de uma viagem para documentar os povos Guarani Kaiowá de Mato Grosso do Sul, em uma missäo da FIAN.

14 de abr de 2008

Uma questão antiga...

O vídeo é de 2006, não tem uma boa qualidade, mas a voz de Anastácio Peralta até hoje clama pela titulação da terra e promoção dos direitos humanos para os povos indígenas.



Os povos indígenas pedem socorro novamente.

O relatório Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil 2006/2007, elaborado pelo Conselho Indígenista Missionário (CIMI), foi divulgado semana passada. O documento aborda a questão da invasão de terras, trabalho escravo e a falta de assistência nas áreas da saúde e educação indígenas. Aponta a questão fundiária como principal responsável pelo aumento da violência entre e contra os povos indígenas.

Segundo a organizadora do relatório, Lúcia Rangel, da PUC-SP, o aumento de assassinatos é resultado da crescente tensão no cotidiano das comunidades indígenas.

"É uma população que não tem onde plantar, não tem como reproduzir seus meios básicos de vida, e daí, decorre uma série de problemas, como desnutrição e mortalidade infantil, suícidio de jovens e conflitos internos como assassinatos".

Estou com o relatório completo, se alguém quiser é só me avisar que envio por email.

Os Guarani Kaiowá são um dos povos mais afetados pela situação de violência.
Se você se incomoda com essa situação e quer fazer alguma coisa, que tal enviar uma carta ao Presidente Lula?
Primeiro você entra neste link aqui, entra direto no caso dos Guarani Kaiowá.

O link que peguei está em espanhol, mas pode ser visualizado em inglês também.
A página entrará com as informações sobre a situação dos Guarani Kaiowá, e no final dessas informações, aparecerá a carta escrita ao Presidente.

E bem no finalzinho,vem a parte a interativa, caso você queira participar e enviar também uma carta. Mas é preciso preencher algumas informações como nome, sobrenome, endereço......

Depois que você preenche com seus dados, você pode ver a carta, clicando em cima do "ver a carta para o destinatário...."

A carta aparecerá com o seu nome e endereço.
Aí você pode imprimir, enviar por correio ou fax ao Presidente da República, e se quiser com cópia para os demais Ministros.

Se tiver alguma dúvida é só me falar.

Mais informações no síte da FIAN: www.fian.org

Eu peço também para quem já enviou ou que pretende enviar a carta, quando obter resposta do Governo Brasileiro, por favor me avise ou diretamente a FIAN, ok?

Boa semana para nós!!!

8 de abr de 2008

O Sal da Terra




Eu recebi o clip da minha amiga Carla e lembrei da Campanha em favor dos Guarani Kaiowá. Eu já falei isso aqui no blog, mas quero reforçar, especialmente porque este mês será comemorado o dia do índio.

Envie cartas às autoridades brasileiras pedindo que tomem medidas para garantir os direitos dos Guarani Kaiowá.

Se você ainda não mandou a carta para o Presidente do Brasil ainda dá tempo. Aqui eu já expliquei como fazer.

Mais informações no síte: www.fian.org

E como diz a letra dessa música: "Vamos precisar de todo mundo, um mais um é sempre mais que dois, pra melhor juntar as nossas forças"

Aliás essa música é tao linda, que vale a pena ver a letra inteira.

O sal da terra - Beto Guedes e Ronaldo Bastos

Anda, quero te dizer nehum segredo
Falo nesse chão da nossa casa
Vem que tá na hora de arrumar
Tempo, quero viver mais duzentos anos
Quero não ferir meu semelhante
Nem por isso quero me ferir
Vamos precisar de todo mundo Pra banir do mundo a opressão
Para construir a vida nova
Vamos precisar de muito amor
A felicidade mora ao lado
E quem não é tolo pode ver
A paz na Terra, amor
O pé na terra
A paz na Terra, amor
O sal da Terra
És o mais bonito dos planetas
Tão te maltratando por dinheiro
Tu que és a nave nossa irmã
Canta, leva tua vida em harmonia
E nos alimenta com teus frutos
Tu que és do homem a maçã
Vamos precisar de todo mundo Um mais um é sempre mais que dois
Pra melhor juntar as nossas forças

É só repartir melhor o pão
Recriar o paraíso agora Para merecer quem vem depois
Deixa nascer o amor
Deixa fluir o amor
Deixa crescer o amor
Deixa viver o amor
(O sal da terra)

24 de mar de 2008

Os Guarani Kaiowá

No inicio de 2005 a morte por desnutrição de crianças Guarani Kaiowá de Mato Grosso do Sul foi evidenciada na mídia brasileira e, acho, não tenho tanta certeza, que teve repercussão internacional.
Isso trouxe a tona muitas questões que esse povo vem sofrendo ao longo de várias décadas.
O Governo Brasileiro fez uma força tarefa para resolver e/ou amenizar os problemas. Muitas ações foram realizadas, mas a questão é muito mais complexa.

Eu acompanhei tudo de pertinho, pois trabalhava no Governo, tinha amig@s que trabalhavam diretamente com a questão, e sabia da seriedade e compromisso dessas e outras pessoas para promover a reparação das violações que eles sofreram e ainda sofrem.

Em 2006, uma jovem Guarani deu uma entrevista em um jornal local que me tocou muito. Peguei uma das frases, vejam o que ela disse:

"Apesar do esforço que fazemos para sermos reconhecidos e ter um pouco mais de respeito, ainda somos alvo de zombação e humilhação. Para a maioria das pessoas que não nos conhece, é fácil dizer que reclamamos de barriga cheia, que recebemos vários benefícios do governo, que vivemos bem. Mal sabem eles, que vivemos em plena miséria e abandono"

Muitos indígenas já morreram em conflito pela recuperação de suas terras. O munícipio de Coronel Sapucaia, em Mato Grosso do Sul, foi apontado como o município mais violento do Brasil em 2008.
Neste lugar, o conflito pelas terras indígenas é muito forte e várias lideranças foram assassinadas. Muitas crianças e idosos estão com desnutrição. E muitas outras coisas...

Eu sei disso, porque recebi um relatório da Coordenadora do Fórum Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional de Mato Grosso do Sul. Posso disponibilizar o documento para quem se interessar.

Eu falo muito da minha vida pessoal aqui, mas acho importante usar este espaço para abordar questões sociais que acontecem no Brasil e em outros lugares no mundo.
Gosto muito da frase de Olga Benário " luto pelo bom, pelo justo e pelo que há de melhor no mundo".

Eu amo o Brasil, sinto banzo, e acredito que haverá uma transformação social, cultural e econômica. Sei que este processo será a longo prazo, mas não perco as esperanças.
Pois vejo os movimentos sociais cada vez mais fortes, e vi nos últimos 10 anos muitos avanços e conquistas de grupos que foram ao longo dos anos discriminados.
Essas conquistas me enchem de orgulho, porque também faço a minha parte.

E como disse Graciela:
"Um dia esperamos ter oportunidade de dormir sem medo, em paz, de não ter que carregar mais o peso do preconceito da humilhação que nos atormentam todos os dias"

No post abaixo eu explico melhor a campanha que estou fazendo em solidariedade ao povo Guarani Kaiowá de Mato Grosso do Sul, e como enviar uma carta ao Presidente da República solicitando que ações de reparação das violações seja realizadas.

Como já disse, estou a disposição para quem quiser mais esclarecimentos.
A foto acima é do nosso arquivo pessoal.

22 de mar de 2008

Dia Mundial da água e os Guarani Kaiowá


É hoje e tem blogagem coletiva. Vi no blog da Luma
Você sabia que em algumas aldeias dos povos indígenas Guarani Kaiowá de Mato Grosso do Sul estão tomando água contaminada? E isso tem provocados diversas doenças e mortes...
E isso é apenas uma das violações de direitos humanos que afetam os Guarani Kaiowá.
Por isso peço ajuda de vocês para enviar uma carta ao Presidente da República pedindo que a situação deles seja resolvida e/ou amenizada.
Mais informações no post abaixo.

Explicando melhor....

Eu já falei que trabalho voluntariamente no Secretariado Internacional da FIAN.
"A FIAN Internacional consiste de secções nacionais presentes na Africa, Asia, Américas e Europa. Com membros individuais em mais de 50 países. A FIAN tem status consultivo perante as Nações Unidas. É uma organização sem fim lucrativo e afiliação política e nem religiosa.
A visão da FIAN é
um mundo protegido contra a fome, em que toda pessoa possa desfrutar plenamente de seus direitos humanos dignamente, em especial o direito a alimentação adequada."
Ainda tem muito mais sobre a FIAN, mas não quero correr o risco do post ficar longo demais.
Um dos meus trabalhos lá é acompanhar a situação dos Guarani Kaiowá de Mato Grosso do Sul.
Os Guarani Kaiowá vêm sofrendo várias violações de direitos humanos, e por esta razão fazem parte do rol de casos da FIAN.
A Fian adota esses casos com fins de divulgar a situação, apoiar e solicitar ao Estado a melhoria do grupo afetado.
Quando o caso é adotado, realiza-se também uma campanha de cartas denominada Ação Urgente. Acreditamos que esse instrumento pode melhorar ou amenizar a situação dos grupos afetados.
No caso dos Guarani Kaiowá, está no síte da FIAN, uma carta que pode ser enviada ao Presidente da República, aos Ministros do Desenvolvimento Social, dos Direitos Humanos e da Justiça (Lula, Patrus, Paulo Vanucci e Tarso Genro, respectivamente).
Esta carta pode ser visualizada diretamente aqui. E qualquer pessoa ou Instituição pode enviar.
O prazo para este caso permanecer no síte da FIAN expira no dia 30.04.08.
Você também pode enviar por fax ou correio esta carta. Se quiser participar, basta preencher as informações solicitadas para que a carta chegue com o seu nome. Eu já preenchi e enviarei por fax na terça-feira.
Quanto mais cartas chegarem, mais o Governo se sentirá pressionado para resolver a situação dos Guarani Kaiowá. E issó será muito bom para esse povo que estão com seus direitos humanos violados.
Gostaria de contar com a ajuda de vocês, se vocês acharem que a questão é importante. Basta enviar uma cartinha e/ou divulgar no seu blog e com amig@s por email.
Qualquer dúvida ou sugestão é só me falar!

Como enviar a carta

Primeiro você entra neste link aqui, entra direto no caso dos Guarani Kaiowá.
O link que peguei está em espanhol, mas pode ser visualizado em inglês também.

A página entrará com as informações sobre a situação dos Guarani Kaiowá, e no final dessas informações, aparecerá a carta escrita ao Presidente.

E bem no finalzinho,vem a parte a interativa, caso você queira participar e enviar também uma carta.
Mas é preciso preencher algumas informações como nome,sobrenome, endereço......

Depois que você preenche com seus dados, você pode ver a carta, clicando em cima do "ver a carta para o destinatário...."

A carta aparecerá com o seu nome e endereço.
Aí você pode imprimir, enviar por correio ou fax ao Presidente da República, e se quiser com cópia para os demais Ministros.

Se tiver alguma dúvida é só me falar.