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20 de jun de 2015

Ao teu lado sou mais






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Ao teu lado sou mais,
Sinto-me todo, quase tudo,
Um profundo mar
            De amor e carinho
   A ser  doado, partilhado,
            Contigo, com todo mundo








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Voando com os pássaros  
Passo rente a tuas árvores,
                        Aos teus ninhos,
          Cisco teus campos, tuas flores,
                        Teus frutos,
             Observo os pescadores,
                        Velhos e meninos.
           

 Mergulho fundo nos teus lagos,
             E aí aprendo a fazer nada
                        A flutuar juntos e sozinho
                 A ver  em cada detalhe o todo
                        A viver intensamente cada fato




Caudalosos seguimos cavando
            `nosso leito, nosso caminho,
      criando riachos e arroios, 
            rolando morro abaixo
derrubando matas,
Nossas almas em cascata.





Doce deliciosa nortista,
         Recendes a frutos silvestres,
a mato, a orvalho e à chuva.
Mordisco tua pele,
   Te roubo um beijo,
Amanhecemos com o sol,
            Nossos corações entrelaçados
                                                Nossos corpos em sintonia.

                                                                                              Flavio

8 de out de 2014

Pela demarcação da terras dos Guarani Kaiowá - um apelo

Em setembro, recebemos em nossa casa o Cacique Eliseu.
Ele estava aqui na Europa falando da realidade dos Guaranis Kaiowá no Brasil e pedindo apoio internacional para que o governo brasileiro demarque suas terras.

Eu gostaria que as pessoas que lêem minha pavulagem também entendesse a questão dos Guaranis, então aproveitei e fiz uma entrevista  curta com o Cacique Eliseu.

- é a primeira vez que eu vim para a Europa, e estou gostando muito, porque vim trazer a nossa realidade, a nossa vivência lá do Brasil.
Nós estamos [aqui na Europa] há mais de uma semana.

O objetivo da visita é trazer a realidade dos Guarani Kaiowá, principalmente dos que moram na fronteira do Paraguai-Brasil. Há falta de terra, muita violência, número de mortes muito alto, tem a questão da alimentação insuficiente para o sustento e principalmente por falta de espaço,  de terra .... e também viemos pedir apoio internacionalmente para que se pressionasse o governo para demarcar nossas terras.

O nosso problema, a nossa luta é a falta de terra, falta espaço para 40.000 guarani kaiowás.
Já fomos até Genebra, Bélgica e vamos para Roma também.

Conversamos com várias pessoas, inclusive com a relatora dos direitos humanos para a questão indígena da ONU. Ela se comprometeu a fazer uma visita ao Mato Grosso do Sul.
Para nós isso é muito bom.
Queremos que as pessoas, essas autoridades vejam nossa realidade.

Eu sou de Curuçuambá, no Mato Grosso do Sul.
Fomos atacados várias vezes por pistoleiros. Mataram uma senhora de idade (73 anos), é uma forma de intimidar as pessoas. Já mataram várias lideranças nossas.

Eu estou sendo ameaçado de morte também. Porque eu estou denunciando, mostrando a realidade... Mas eu não me calo. Eu não tenho mais medo, muitas lideranças já passaram por isso, já derramaram sangue por lutar por um pedaço de terra..e o mesmo caminho estou levando.
Eu não consigo mais ficar em um só lugar, eu tenho que ficar mudando sempre. Eu fico como preso, escondido para não ser morto. Eu sou livre, mas eu vivo preso.

Por isso meu objetivo é mostrar esta realidade. Nós somos muito massacrados, os guaranis estão sofrendo muito de violência por reinvidicarem nossos direitos. A impunidade é muito grande.
Muitas lideranças estão denunciando, nós temos um movimento: o “atu guassu”.

Nós, Guarani, estamos decididos, se o governo não demarcar a terra, nós vamos ocupar a terra.
Estamos levando a nossa vida em perigo pela nossa sobrevivência.

A terra para nós é muito importante, é uma mãe, da terra nós produzimos, é da terra que alimenta a nossa cultura, nossa vida, nosso modo de vida indígena. Isso para nós é a vida.

Mato Grosso do Sul, está devastado, os rios estão secando, existe muita fome.Os guarani estão dependendo de cesta básica, mas não dura nem 15 dias. Muitas vezes nos é levado produtos vencidos.
Muitas lideranças, e crianças vivem na beira da estrada, mais de 3.000 indígenas estão morando na beira da estrada, em acampamento... somos muito ameaçados, não sabemos o dia e a hora que vamos ser atacados.
Mas enfrentamos e resistimos.
Tem muitas violações e desrespeito aos direitos humanos.

Um recado:
Eu gostaria de deixar meu agradecimento a todos que vão conhecer a nossa realidade. Estou pedindo apoio para que nos ajudem e divulguem a nossa realidade.  Temos experiência internacionalmente através do Facebook, de cartas que pressionam o governo brasileiro pela demarcação das terras.

Por isso peço esse apoio: divulgue a nossa realidade.

A quem interessar possa... uma outra reportagem sobre a visita do Cacique Eliseu na ONU.

Mato Grosso do Sul: onde um boi vale mais que uma criança indígena

http://www.mst.org.br/node/16582

12 de out de 2013

Igualdade sim, discriminação não: o melhor presente para as crianças

Hoje é dia das crianças no Brasil.
O presente que eu gostaria que elas tivessem era maias igualdade racial, social e de gênero.
Eu gostaria que não houvesse preconceito e discriminação na infância.
Eu queria que as crianças com deficiência tivessem mais visibilidade, tratamento adequado e respeito como ser humano.
Eu queria ver todas as crianças na escola, e que a escola oferecesse um ensino de qualidade e promovesse a cidadania. E em cada cantinho desse imenso Brasil, queria que a alimentação da escola fosse adequada, saudável, e de acordo com a cultura de cada lugar.
Eu queria que as crianças fossem saudáveis e desconhecessem a fome.
Eu queria que as crianças pudessem brincar na rua sem medo da violência.
Eu queria ver crianças felizes, só isso!

Mas o que eu vejo e leio está longe do meu desejo.

Crianças de um grupo sem terra em Pernambuco brincando com bonecos de barros feitos por elas
Crianças fazendo trabalho doméstico, em lugar altamente inapropriado e perigoso
Crianças desnutridas
Morada e passagens irregulares e insalubres
Mãe e crianças indígenas na beira da rua
 Famílias com crianças competindo com os porcos por restos de comida
Não é só a casa que é destruída, mas a família também
 E se não mudarmos a situação das crianças de hoje, corremos o risco de amanhã vermos elas jogadas ao deus dará, abandonada pelo poder público e pela sociedade e um manicômio qualquer.

E se você observou a cor da pele, e os traços étnicos das crianças nas fotos você já sabe qual é a cor da pobreza, das pessoas discriminadas e famintas e excluídas, não é mesmo?!

8 de jun de 2013

A grave situação dos nossos parentes indígenas

A situação dos povos indígenas no Brasil é grave. O conflito de terra, homicídios, desnutrição, violência, falta de acesso aos serviços básicos, são violações de direitos humanos que indígenas vem sofrendo a séculos.

Eu fiz um resumo do  último relatório do Conselho Indígena Missionário -CIMI, de 2011, em que fala sobre algumas dessas violações só para divulgar aqui alguns desses resultados:
A desassistência na área da saúde atinge mais de 35.000 pessoas, distribuídas por 15 Estados Brasileiros, sendo os casos mais graves localizados no Amazonas, particularmente no Vale do Javari.

A taxa de homicídios de 100 por 100 mil pessoas, maior que a do Iraque, e quatro vezes maior do que a taxa nacional, o povo Guarani e Kaiowá, do Mato Grosso do Sul, enfrenta uma verdadeira guerra contra o agronegócio.

O registro de 51 assassinatos de indígenas em 2011, mais uma vez, mostra que 62,7%, ou seja, 32 vítimas pertencem aos povos que habitam o Mato Grosso do Sul. Se somarmos os 32 assassinatos com 27 tentativas de assassinatos são 59 casos de morte e quase morte que atingiram indivíduos, de acordo com os registros deste relatório.

Em 2011, aumentou o número de casos e de vítimas envolvendo violência sexual. Foram registrados 17 casos de violência sexual, com 39 vítimas, todas do sexo feminino. 12 casos envolveram menores de idade.

Em 2011, subiu o número de crianças menores de 5 anos, mortas por causas facilmente tratáveis. Tivemos 126 vítimas.

Fonte: Relatório Violência contra os povos indígenas no Brasil - Dados de 2011. 

Outro relatório, desta vez governamental, pois é da Fundação Osvaldo Cruz, FIOCRUZ, 2009, mostra resultados de saúde e nutrição que me deixam com o estômago embrulhado. Vejam alguns desses resultados:

As mulheres indígenas que vivem na Região Norte são as que tem menos nível de escolaridade e maior quantidade de filhos.

Na Região Centro-Oeste e Sul/Sudeste, a hipertensão arterial já atinge 15% das indígenas, e o sobrepeso e obesidade chegam a mais de 50%.

E pasme, 1 em cada 4 crianças indígenas, tem déficit de altura, ou seja, desnutrição crônica.
A Região Norte é a que tem mais crianças com desnutrição crônica.

Para saber mais detalhes é só ler o ¨Inquérito de Saúde e Nutrição dos Povos Indígenas, da FIOCRUZ, 2009.

Eu acho isso revoltante, e você?

2 de jun de 2013

Parem de matar nossos parentes!

A Carta de Pero Vaz de Caminha à Manoel I, Rei de Portugal em 1500, narra bem como foi a invasão das terras indígenas, a conquista da confiança, a introdução de novos hábitos alimentares, bebidas alcoólicas, e a imposição da religião dos invasores.
Aí começou a história da violação de direitos humanos que indígenas, verdadeiros nativos verdadeiros brasileiros, sofrem até hoje, a peso de muita violência, sanguinolência e mortes.

Trechos da carta de Pero Vaz de Caminha quando chegou no Brasil:
... ao chegar o batel à boca do rio, já ali havia dezoito ou vinte homens.
Era, pardos, todos nus, sem coisa alguma que lhes cobrisse suas vergonhas. Nas mãos traziam arcos com suas setas. Vinham todos rijos sobre o batel; e Nicolau Coelho lhes fez sinal que pousassem os arcos. E eles os pousaram.
Foi assim em 1500.
A terra sempre sendo invadida. Os indígenas, mesmo armados, como quem está pronto para a guerra não partem para a violência, a tirania não pertence a eles.
Nós, brasileiros e brasileiras, somos todos parentes de um povo que só quer paz e seus direitos à terra, à alimentação, à uma vida digna.

Ainda na carta de Caminha:
A feição deles é serem pardos, maneira de avermelhados, de bons rostos e bons narizes, bem-feitos. Andam nus, sem nenhuma cobertura. Nem estimaram de cobrir ou de mostrar suas vergonhas; e nisso têm tanta inocência como em mostrar o rosto. Ambos traziam os beiços de baixo furados e metidos neles seus ossos brancos e verdadeiros...
Aproveitando da sua ingenuidade, sua maneira de viver, a sua beleza, a sua riqueza foi desrespeitada. Uma religião foi imposta, porque para o invasor, a sua religião deveria ser imposta, custe o que custar.
... parece-me gente de tal inocência que, se homem os entendesse e eles a nós seriam logos cristãos, porque eles, segundo parece não têm, nem entendem em nenhuma crença.
A respeito de novos hábitos alimentares e do álcool, estes foram introduzidos no processo da conquista e dominação, para depois afanarem suas terras, introduzir doenças decorrentes de maus hábitos alimentares, como obesidade, diabetes e hipertensão, e os tornarem alcoólatras.
Deram-lhes ali de comer: pão e peixe cozido, confeitos, fartéis, mel e figos passados. Não quiseram comer quase nada daquilo: e, se alguma coisa provaram, logo lançaram fora. Trouxeram-lhes vinho numa taça: mal lhe puseram a boca; não gostaram nada; nem quiseram mais...
... e alguns deles bebiam vinho, ao passo que outros o não podiam beber. Mas quer-me parecer que, se os acostumarem, o hão de beber de boa vontade!
A violência contra as indígenas que hoje é alta, também foi revelada na falta de respeito as indígenas, com a sutileza da carta:
E uma daquelas moças era tingida, de baixo a cima daquela tintura; e certo era tão bem-feita e tão redonda, e sua vergonha (que ela não tinha) tão graciosa, que muitas mulheres da nossa terra, vendo-lhe tais feições, fizera vergonha, por não terem a sua como ela. Nenhum deles era fanado, mas, todos somos assim como nós... 
Ali andavam entre eles três ou quatro moças, bem novinhas e gentis, com cabelos muito pretos e compridos pelas costas; e suas vergonhas, tão altas e tão cerradinhas e tão limpas das cabeleiras que, de as nós muito olharmos, e não se envergonhavam...
.... e suas vergonhas tão nuas e com tanta inocência descobertas, que nisso não havia nenhuma vergonha... Também andava aí outra mulher moça com um menino ou menina ao colo, atado com uma pano (não sei de quê) aos peitos, de modo que apenas as perninhas lhe pareciam. Mas as pernas da mãe e o resto não traziam pano algum
Eu não queria me alongar muito neste post, eu queria escrever sobre a violência sofrida pelos Terenas de em Sidrolândia, que resultou em morte. Um homem foi assassinado com uma bala no estômago, 28 indígenas ficaram feridos. O feriado de Corpus Cristis, ficou marcado como Corpus Indius.

Eu só queria deixar meu apelo, aqui registrado:
Parem de violar os direitos humanos de nosso parentes!
Parem de violentar as parentas indígenas!
Parem de matar nossos parentes indígenas!
Hoje eu sou Paru, Guarani Kaiowá, Terena, Macuxi, Mundukuru, Galibi, Kaingang, entre tantas etnias, e mais brasileira do que nunca!

Se quiser entender a questão, clique com o mouse em cima da frase, pois isto levará você para outro link:
A outra face da história: Indígenas relatam o terrorismo
Dilma deveria enviar ingressos da Copa a filhos de indígena assassinado no MS

25 de out de 2012

Não ao Etnocídio dos Guarani Kaiowás

Um movimento em favor dos Guarani-Kaiowás tem acontecido em vários lugares e também nas redes sociais.
Eu também apóio a causa e decidi escrever um pouco sobre isso aqui.

Para entender melhor, sugiro a leitura da Carta da comunidade Guarani-Kaiowá de Pyelito Kue/Mbarakay-Iguatemi-MS para o Governo e Justiça do Brasil

Nós (50 homens, 50 mulheres e 70 crianças) comunidades Guarani-Kaiowá originárias de tekoha Pyelito kue/Mbrakay, viemos através desta carta apresentar a nossa situação histórica e decisão definitiva diante de da ordem de despacho expressado pela Justiça Federal de Navirai-MS, conforme o processo nº 0000032-87.2012.4.03.6006, do dia 29 de setembro de 2012. Recebemos a informação de que nossa comunidade logo será atacada, violentada e expulsa da margem do rio pela própria Justiça Federal, de Navirai-MS.

Leia  a carta na íntegra aqui


A situação de violência contra os povos indígenas não é de hoje, e a cada dia a situação piora.
FIAN já fez uma petição online em 2008 a favor dos Guaranis, mas parece que a situação vem piorando.

Recentemente foram criadas duas petições que você pode assinar, quantas mais gente assinar melhor. Não custa tentar, né?


Uma petição é coordenada pelo CIMI e Juizes para a Democracia, com a campanha ¨Eu apóio a causa indígena¨
Você pode assinar a petição aqui: http://www.causaindigena.org/index.php

A outra petição online está hospedada no síte AVAAZ, com a campanha Salvemos os índios Guarani Kaiowá - URGENTE, que você pode assinar no link abaixo:
http://www.avaaz.org/po/petition/Salvemos_os_indios_GuaraniKaiowa_URGENTE/

24 de nov de 2011

Belo Monte e uma dica de leitura

Vale a pena ler este texto do Rogério sobre a questão indígena, e a Belo Monte ou Belo Monstro:
http://brasiliamaranhao.wordpress.com/2011/11/22/desenvolvimento-direitos-indigenas/

Aqui apenas uma parte:

Em Belo Monte, para quem não sabe, os índios não foram efetivamente ouvidos a respeito do projeto. As audiências públicas, obrigatórias para empreendimentos que afetem terras indígenas, foram uma farsa. Nas quatro “oitivas” realizadas sobre Belo Monte, NENHUM índio teve a palavra e NENHUMA fala foi feita na língua dos índios.
Isso viola não apenas a legislação brasileira, mas também a Convenção no 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), sobre Povos Indígenas e Tribais. E é por esse motivo que o Brasil está sendo acusado pela Organização dos Estados Americanos (OEA) de violar direitos humanos dos povos indígenas no projeto de Belo Monte.
Não à toa o vídeo do Movimento Gota d’Água gerou uma repercussão gigantesca e algumas reações hidrófobas. Curioso que o motivo principal para desqualificar o vídeo não foi o seu conteúdo, mas o fato de nele aparecerem alguns garotos e garotas propaganda de José Serra e dos tucanos. Pensamento binário e dogmático dá nisso

18 de abr de 2010

Dia 19 de abril - Dia Indígena no Brasil

Acho mais adequado dia indígena, assim contempla o dia de indías e indios.
"Mas agora eles só tem o dia 19 de abril"
Quem é a população indígena brasileira?
Acredita-se que população indígena, há mais de 500 anos, constituia-se em mais de 1 milhão de habitantes.
Atualmente a população é de aproximadadmente 411.000 indígenas, que fazem parte de 210 povos/etnias com 170 línguas e identificadas.
Índios e indíos brasileir@s vivem na floresta, na região ribeirinha, na cidade, na beira da estrada, em regiões preservadas, outras devastadas e desmatadas, enfim pelo Brasil afora.
A população indígena brasileira tem um patrimônio histórico e cultural enorme.
Desde a colonização do Brasil, os povos indígenas foram desrepeitados, subjulgados e tiveram suas terras apropriadas por terceiros.
O dia indígena é dia de celebração, mas também de luta e reinvidicação dos povos indígenas por seus direitos violados, pelo respeito à sua cultura e a seu modo de viver.
A situação dos Guarani Kaiowá , que eu vez ou outra eu falo aqui, continua desumana.
Leiam a reportagem Índios guaranis vivem situação de extermínio silencioso  aqui 
Este ano vamos ter eleição para presidente, devemos refletir bem sobre o programa de governo de cada candidat@ em relação à população indígena.
E um pouco de música e esperança nas vozes, nos passos e no ritmo das crianças:

18 de out de 2009

Guarani Kaiowá, documentário


Assista aqui: Guarani Kaiowá, duas realidades

19 de abr de 2009

Todo dia, era dia de índio

Mas agora eles só tem o dia 19 de abril
Pensamento Indígena
  • "Antes nós não sabíamos que tínhamos limites, só sabíamos que tudo era floresta... Agora demarcamos nossa área porquê é só o que sobra dos lugares antigos."
    (Kumai ; índio do povo Waiampi, do Amapá)
18/04/2009 - 18:30 - Lideranças indígenas afirmam que a paciência acabou

Cerca de 500 pessoas, lideranças de organizações indígenas de todo o Brasil e de uma grande quantidade de lideranças do Mato Grosso do Sul, participaram, no dia 16 de abril, do grande encontro de povo Terena e da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) na Aldeia “Mãe Terra” de Cachoeirinha, no município de Miranda/MS.

Mais aqui

Ministro da Cultura diz que índios tiveram grandes perdas e Estatuto vai ter que evoluir -
O ministro da Cultura, Juca Ferreira, considera grandes as perdas culturais dos indígenas brasileiros e afirma que esses povos foram submetidos a uma relação quase sempre “desigual e perversa”.
Isso eu li aqui

Eu já escrevi mais sobre os indígenas, está aqui.

16 de out de 2008

Dia Mundial da Alimentação-2008

Hoje é o Dia Mundial da Alimentação. Todo ano a FAO celebra este dia em vários países. O tema deste ano é: Segurança Alimentar Mundial: a mudança climática e a bioenergia.Gostaria de poder discorrer melhor sobre o assunto, mas estou com pouco tempo então compartilho o vídeo em espanho sobre o tema e está sendo divulgado com parte da celebração.


Aqui tem mais informações.

E a petição em favor dos Guarani Kaiowá continua valendo, se quiser participar entre neste link:
http://www.petitiononline.com/fian123/petition.html

14 de out de 2008

Os Guarani Kaiowá - novamente

Alguém lembra quando eu pedi aqui no blog para que as pessoas enviasse uma carta promovida pela FIAN em favor dos Guarani Kaiowá do Mato Grosso do Sul?

Pois bem, a FIAN recebeu duas resposta do Governo Brasileiro. A primeira é que a questão de demarcação de terras estava sendo encaminhada a FUNAI, e a segunda, veio da FUNAI, dizendo que em julho foi instituído grupos de trabalho com vários profissionais para realizar um diagnóstico etno-ambiental e dar inicio a delimitação das terras.

Nós da FIAN Internacional continuamos recebendo denúncias de violações de direitos humanos que os Guarani estão sofrendo, e continuamos acompanhando e realizando campanhas de cartas em favor deles, para que a situação melhore.

E neste mês, as secções da FIAN no Brasil, França e Bélgica estão fazendo uma divulgação da situação de diversas violações de direitos humanos que os Guarani Kaiowá estão sofrendo.

Essas secções estão aqui na Europa juntamente com um representante dos Guarani Kaiowá e do Conselho Indigenista Missionário - CIMI para divulgar um documentário e a atual situação dos Guarani Kaiowá para o público em geral, universidades e etc, em busca da ampliação da solidariedade internacional em apoio à luta por seus direitos dos Guarani Kaiowá.

No síte da FACE IT ACT NOW vocês podem obter mais informações e ver fotos.
Este link entra direto
http://www.face-it-act-now.org/m1/photo-gallery/photostory-guarani-and-bio-fuels-in-brazil/gallery_slide_view/

A secção da FIAN na Holanda organizou uma petição online a favor dos Guarani Kaiowá que você pode assinar acessando este link:

http://www.PetitionOnline.com/fian123/petition.html

Espero contar com vocês mais uma vez na divulgação e assinatura da petição.

4 de jul de 2008

Vamos exercer nossa cidadania...

Aos dias 17 de junho de 2008, às 05:30 horas da manhã, chegaram os policiais da Policia Estadual e da ROTAI em um ônibus lotado desses policiais.

Haviam: crianças, mulheres, gestantes, idosos que ali estavam dormindo. Os policiais chegaram e quando estavam conversando com todas as pessoas ali presentes na retomada, um policial bruto puxou uma taquara na mão da anciã Julia Meira Faustino de 54 anos de idade derrubando-a imediatamente no chão. Nós fomos proteger nossa anciã e começamos a apanhar de todos os policiais ali presentes.

Os policiais começaram arrebentando todas as barracas, colocando fogo em tudo que ali estava.
Empurraram mulheres, crianças e idosos, puxaram cabelos de mulheres e pisaram e chutaram as roupas dos indígenas.

Clique seguramente no link, veja mais sobre este absurdo e assine essa petição:

http://www.petitiononline.com:80/grumin12/petition.html

Rede GRUMIN de Mulheres Indígenas
Eliane Potiguara
Escritora Indígena - Ativista
Membro Acadêmico do Projeto Cultural ABRALI